terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Resenha: Animais Fantásticos & Onde Habitam - Newt Scamander (J. K. Rowling)

Resenhista: Mariana
Tema: Fantasia




Ai, como eu AMO os livros complementares de Harry Potter! Além desse, existe “Quadribol Através dos Séculos” e “Os Contos de Beedle, o Bardo”, ♥! Eu comprei os três por apenas R$19,90 em uma promoção do Submarino, no final de 2012. Os livros são curtinhos, até já tinha lido “Os Contos de Beedle, o Bardo” anteriormente – livro este que é por várias vezes citado nos últimos livros da saga de Harry Potter. É difícil dizer que uma série acabou. Então, para eu ter a sensação de que ela se estendeu um pouquinho mais, li “Quadribol Através dos Séculos” em janeiro de 2013 e deixei “Animais Fantásticos & Onde Habitam” para agora. É uma sensação ilusória, mas me fez muito bem só ler em 2014, porque eu relembrei algumas cenas da saga, senti o humor dos personagens… é uma busca pela sensação de nostalgia, que eu tanto amo!

“Animais Fantásticos & Onde Habitam”, é escrito por Newt Scamander. No livro, numa pequena biografia que existe sobre o autor, descobrimos que após se formar em Hogwarts, Scamander começou a trabalhar no Departamento para Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas do Ministério da Magia. Logo, nada melhor do que alguém que desde os primórdios tem interesse e trabalha na área para nos contar sobre os animais fantásticos.

O livro é composto por duas partes principais. A introdução, que aborda questões como “o que é um animal?” – sim, isso gera tanto pano para a manga como as dicotomias de Sausurre – e uma “breve história” sobre o tema. Após essa parte, existe um glossário com os animais fantásticos, no qual são expostas as características deles, como é a relação entre os bruxos e/ou trouxas e assim por diante.

As partes que eu mais gostei foi o prefácio, que é escrito nada mais, nada menos que por Alvo Dumbledore. Eu acho muito interessante essa brincadeira que existe entre o “mundo real” e o “mundo fantástico”, que pode ser vista no trecho a seguir:

“Esta edição, porém, tem um objetivo mais elevado do que a instrução da comunidade bruxa. Pela primeira vez na história da nobre editora Obscurus, um dos seus títulos será oferecido à venda para trouxas.” p. 7

Além disso, essa edição é uma duplicata da edição usada pelo o Harry, o Ron e pela Hermione. A edição contém ótimas e divertidas notas escritas à mão por eles, e eu gostei muito disso! Principalmente porque os animais fantásticos com os melhores comentários são os que ficaram na memória de todo fã, como, por exemplo, a Acromâtula, o Basilísco e o Hipogrifo.

Mais um fato é que ao comprar o livro, toda a renda obtida é revertida ao “fundo aberto em nome de Harry Potter pela Comic Relif U. K. e por J. K. Rowling. Esse fundo foi criado para ajudar crianças necessitadas ao redor do mundo”. Além de ter uma ótima leitura, é bom saber estamos contribuindo para um futuro melhor dessas crianças.

Por fim, esse é um livro que recomendo para todo o fã da saga, e como já disse, ao comprá-lo, estará contribuindo para o fundo da Comic Relif!

Resenha: A Companhia Negra - Glen Cook

Resenhista: Bruna
Tema: Fantasia


"A Companhia Negra é um grupo de mercenários com uma história que remonta a séculos. Numa tentativa de reviver o passado de glórias, ela se une ao exército da Dama, uma feiticeira de poder inigualável que acordou de um sono de eras para reconquistar tudo que perdeu. A Companhia se vê envolvida, então, em muito mais do que campanhas militares: ela precisa sobreviver aos conflitos extremamente traiçoeiros entre os servos da Dama. Num mundo onde a magia está presente em cada esquina, toda rua esconde segredos maravilhosos... e perigos mortais. Clássico da literatura fantástica americana, A Companhia Negra foi publicado originalmente na década de 1980."

O gênero fantasia se divide em diversos subgêneros, e a dark fantasy é um dos menos conhecidos e explorados no Brasil. Porém, nos EUA já surgiram diversos autores aclamados que constroem uma fantasia mais cruel que a realidade, entre eles, temos Glen Cook.

No primeiro livro da série “As Crônicas da Companhia Negra”, Glen Cook nos apresenta um mundo repleto de magia, onde poderes ocultos espreitam nas sombras e a morte pode estar esperando na próxima curva.
A história pode parecer um tanto confusa no início, principalmente até nos acostumarmos com o ambiente, os nomes e personagens, mas quando se tem em mente esses detalhes, o leitor é levado a mergulha num universo negro, político e, quem diria, atual.
Nosso narrador, Chagas, descreve aquilo que vê, e é através de seus olhos que descobrimos como um mundo fantástico pode ser cruel com seus personagens. Este é um mundo baseado em tons de cinza, apesar de no começo ser sugerido que há uma clara delimitação entre o bem e o mal, no decorrer da trama percebemos que a linha que separa heróis e vilões é tênue. Este limite não é condicionado pelo lado a que servem, mas acaba por basear-se mais nas atitudes que são tomadas no campo de batalha.
Esse aspecto da trama leva o leitor a ser surpreendido com as reviravoltas e descobertas de nosso narrador, principalmente quando o jogo de intenções começa a ser desvelado diante de seus olhos, e percebemos que a sobrevivência da Companhia Negra se torna a ordem do dia.
Narrativamente, a trama é apresentada em forma de compêndio militar, sucinto em seus fatos, mas talhado com as reflexões de Chagas e sua caracterização mais humana de seus companheiros. Não há aqui fantasia suficiente para nos fazer esquecer que toda guerra traz seu horror, e este horror transforma as pessoas envolvidas. A síntese disso é representada pelos membros mais antigos da Companhia, que possuem vícios, desejos, medos e intenções obscuras, mas que não se deixam de apoiar nos momentos mais difíceis.
Algumas das principais críticas relacionadas ao livro como um todo são os personagens que parecem rasos ou sem desenvolvimento. Porém, não é que o autor não saiba ou não queira desenvolver seus personagens, mas sim que a ideia usada pelo autor é justamente nos fazer refletir o quão bem conhecemos as pessoas em nosso redor? Temos um grupo de mercenários, que apesar de conviver a algum tempo juntos, ainda mantém segredos de seus companheiros. É algo intencional que proporciona a trama um maior senso de realidade.
Porém, há neste estilo saltos temporais que deixam a leitura confusa em alguns pontos e podem desanimar os menos envolvidos pela história. Nestes saltos temporais que a trama aborda é preciso uma atenção redobrada aos detalhes apresentados pelo narrador, o que torna a leitura maçante quando comparada com trechos altamente claros e objetivos da história, prejudicando o ritmo geral.
Mesmo com esse defeito, o livro em si é intenso e complexo. Por isso, ao iniciar a leitura, o leitor deve ter em mente que não é uma fantasia fácil de ser compreendida, pelo contrário, é preciso ler e refletir, adentrar de certa forma neste universo que se possa sentir os desafios diários de um grupo de mercenários que lida com a morte e destruição diariamente, e ainda assim, não perdem o bom humor. Ok, eles perdem, mas fazer o quê? São simplesmente humanos num mundo cruel, afinal de contas.

Resenha: Os Olhos do Dragão - Stephen King

Resenhista: Michelle
Tema: Fantasia


A história de passa no Reino de Delain, onde o rei Rolando, o Bom, vive com seus dois filhos: Pedro, o mais velho, bonito, bondoso, inteligente e preferido do pai; e Tomás, o tristonho, confuso e solitário filho mais novo, cuja única habilidade era o manejo do arco e flecha e que, com razão, morria de ciúme do irmão. Quando Rolando morre, a cerimônia de coroação de Pedro já estava em andamento, mas algo inacreditável acontece: o príncipe herdeiro é acusado de ter assassinado o próprio pai e, num julgamento precipitado para evitar rebeliões populares, é condenado a passar o resto dos seus dias preso na torre mais alta e distante do castelo. Será que Pedro tinha um lado maligno que finalmente veio à tona? Ou será que foi uma armação? Quem teria interesse em afastar o primogênito do trono?

Começo dizendo que não tenho o hábito de ler histórias fantásticas. Não sei direito o motivo, só que feiticeiras, magos, dragões, fadas e companhia não me atraem. Me sinto mais à vontade com os dilemas da realidade. Então, quando precisei escolher um livro de fantasia para o Desafio Diversidade Literária 2014, fiquei perdida. Como meu objetivo é usar livros que já tenho em casa, comecei a revirar tudo, a fim de achar algo que se encaixasse. Já estava perdendo as esperanças quando alguém sugeriu no grupo "Os Olhos do Dragão", uma aventura de Stephen King por terras cheias de magia. Achei que era uma ótima oportunidade para ler algo de um tema que não costumo ler, usar um livro da estante e, de quebra, conhecer uma nova faceta do Sr. King.

O que ficou claro para mim é que, seja em histórias de terror, nos dramas ou na literatura fantástica, King não decepciona. O texto fluiu fácil e conseguiu me transportar para o mundo medieval sem dificuldade. O tempo todo eu tinha a impressão de estar vendo um filme da Sessão da Tarde. Bem tranquilo mesmo. O diferencial fica a cargo da ironia que permeia o texto e do narrador que se dirige diretamente ao leitor.

A história, no entanto, não é lá muito inovadora e fala sobre o amor e ódio entre irmãos. Tendo um que se destaca em tudo o que faz e que é amado por todos, obviamente também existe outro que vive à sombra do talentoso e, por isso, se ressente. Quando tem a oportunidade de ficar sob os holofotes, Tomás não pensa duas vezes, mesmo sabendo que seu irmão está sendo condenado injustamente. Durante todo o tempo que Pedro luta para provar sua inocência, Tomás sente o peso da responsabilidade e se remói por não ter feito nada para ajudar o irmão, mas, ainda assim, não toma uma atitude para mudar a situação.

A demonstração de lealdade, no entanto, vem daqueles com os quais não há ligação de sangue, mas que, muitas vezes, são mais próximos que os familiares. Com o auxílio de amigos fiéis, Pedro consegue elaborar um arriscado plano de fuga para enfim assumir a coroa que lhe pertence e para resgatar da miséria e exploração o povo de seu reino.

“De repente, compreendeu a que Flagg aludira ao dizer que ele, Tomás, veria o pai através dos olhos do maior troféu de Rolando. Ele estava olhando o pai de um pouco mais que meia altura da parede oeste... e era ali que estava pendurada a maior de todas as cabeças – a de Niner, o dragão do pai.”

“Os Olhos do Dragão” foi uma leitura muito gostosa, mas nada que possa ser considerado sensacional. Apenas um bom passatempo.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Resenha: O Mágico de Oz - L. Frank Baum

Resenhista: Manuela
Tema: Fantasia


Ou, sobre a belíssima forma de L. Frank Baum escrever livros.
“E então uma coisa muito estranha aconteceu. A casa rodopiou duas ou três vezes e começou a levantar voo devagar. Dorothy teve a sensação de que subia no ar a bordo de um balão.”
Lembro ter assistido ao filme “O Mágico de Oz” ainda muito pequenininha e Dorothy sempre esteve no meu imaginário. O escolhi para iniciar o ano e foi uma delícia devorá-lo. A estrada de tijolos amarlelos sempre me veio como referência de algo que vivi, ainda que nunca o tenha feito efetivamente.
Intencionalmente construído para crianças, considerando que seu autor iniciou as escritas infantis justamente por contar muito bem histórias aos filhos pequenos, penso que este é um livro pertinente a qualquer idade. Ele é simples, leve e trata de questões morais com tamanho cuidado que é difícil não se apaixonar por cada um de seus personagens. Somos, talvez, todos nós um pouco de espantalho, lenhador de lata, leão covarde, Dorothy e até mesmo Totó – Por quê não?
Somos todos um pouco Oz, personagem que dá nome ao livro, e que, talvez, passe a melhor e maior das lições: nem tudo é como achamos.
E existem máscaras.
O livro conta a história de Dorothy, uma menina que vive com os tios no mesmo Kansas dos Kent (super-homem e adjacentes),  um local seco e sem cor, aparentemente maltratado. É quando algo fantástico acontece – um pássaro? um avião? não, um furacão mesmo. A casa onde se encontrava Dorothy e Totó é içada ao ar  e hora (minutos, segundos?) depois a pequena se encontra em um lugar maravilhoso repleto de criaturas fantásticas. O mesmo lugar onde ela constrói amigos que talvez leve para toda sua vida. Ainda que apenas no santuário das memórias.
Mas do que isso é me permitir spoiler, o que de fato não cabe. É uma história doce demais para contar os seus meandros. E, sim, vale muito a pena.
Um adendo: Tem a beleza da edição luxo da Zahar, super em conta, capa dura e folhas delicadas. E eu não ganho nada com isso…

Resenha: A História Sem Fim - Michael Ende

Resenhista: Fernanda Yano
Tema: Fantasia


Eu conheci “A História sem Fim” pelo filme e sempre tive muita vontade de ler o livro, pois marcou minha infância.


O livro conta a história de Bastian, um menino desajeitado que sofre bullying na escola e não tem um bom relacionamento com o pai. Um dia correndo de alguns garotos da escola, Bastian entra em uma velha livraria e lá encontra o dono lendo um livro curioso, “A História sem Fim”. Sem ao menos saber o por quê de tanta vontade, Bastian rouba o livro e foge.



Escondido no sótão da escola, Bastian começa sua leitura e aos poucos se vê envolvido com os personagens da história assim como os habitantes de Fantasia começam a sentir sua presença, até que em dado momento essas duas realidades começam a se misturar. A partir daí, a aventura começa.



O livro tem uma particularidade é todo escrito em duas cores – cobre para a realidade de Bastian e verde para a narrativa de Fantasia. É dividido em 26 capítulos e cada um começa com uma letra seguindo a ordem do alfabeto. Outra característica é a presença de várias histórias dentro da história, onde o autor convida o leitor a dar asas a imaginação.



A História sem fim é uma fantasia para adultos e crianças. É uma história linda, que traz o valor de uma amizade, a capacidade de acreditar em si próprio, o orgulho, a magia dos sonhos e o poder de amar. Um livro tocante, uma história que deve ser lida por todos.



“Fantasia é a história sem fim escrita num livro de capa cor-de-cobre que estava no sótão de um colégio. Agora, ele está na sua mão”.



Resenha: Eragon - Christopher Paolini

Resenhista: Junior
Tema: Fantasia


O livro Eragon, que carrega o nome do personagem principal, traz a história de um garoto em transição, da adolescência para a idade adulta. E a partir dessa transição vêm todos os desafios e responsabilidades de um passado que ele desconhecia.

Ao encontrar um objeto que julgou ser uma pedra, possivelmente com algum valor, Eragon passa a ser observado por várias pessoas, pois tentou utilizá-la como pagamento no comércio. Tamanha foi sua surpresa quando a tal “pedra” eclodiu e de seu interior surgiu um dragão. Eragon, então, passa a pesquisar como lidar com o animal, do que se alimenta, o que ele pode fazer... E com isso encontra um mestre que passa a orientá-lo e revelar parte de sua história: o velho Brom.

Com Brom ele aprende o significado de sua relação com o dragão e as escolhas que terá de fazer no futuro para que sua terra seja mais segura e justa. Eragon se vê obrigado a realizar uma longa viagem, repleta de aventuras, treinamentos, lutas, descobertas e perdas. Nessa aventura ele encontra o sofrimento, novos amigos e um ponto de partida de uma guerra que deve ser bem longa. 

O livro é uma ótima aventura, principalmente para quem gosta daquele estilo meio medieval. Com descrições dos cenários: cidades, desertos, selvas. Além de nos deixar ansiosos para saber o desfecho das situações de perigo pelas quais o personagem passa.

Sofri junto com o Eragon por diversas vezes, pois ele era só um garoto que se viu obrigado a rapidamente amadurecer e adquirir um vasto conhecimento para que pudesse sobreviver, já prevendo um futuro que lhe exigirá preparo e estratégia nas lutas. 

domingo, 19 de janeiro de 2014

Resenha: Wicked Lovely (Amores Rebeldes) - Melissa Marr

Resenhista: Jessie
Tema: Fantasia


Título| Wicked Lovely - Amores Rebeldes
Série| Wicked Lovely
Autor| Melissa Marr
Editora| Saída de Emergência
Páginas| 288
Compre na Wook| 17.95€

Este livro foi um pouco decepcionante, no entanto já tinha lido várias resenhas negativas por isso já sabia o que vinha e apesar de tudo acho que não se perdeu muito porque, adianto já, também li o segundo volume da série e melhora muitoooo.

Em Amores Rebeldes somos apresentadas a Aislin. Ela é uma rapariga normal, ou pelo menos aparenta ser, mas ela tem o dom da Visão, tal como a avô, ou seja, ela consegue ver fadas. Mas estas fadas não são aquelas fofinhas e lindas a que estamos habituados, mas sim criaturas horríveis, más, manipuladoras, que magoam e raptam humanos sabendo que eles não os conseguem ver, e com aparências terríveis desde espinhos, a cães...

Estas fadas são divididas por cortes e neste primeiro livro somos apresentados à Corte do Verão e à Corte do Inverno. Aislin foi sempre regida por umas regras dada pela avó e a mais importante é que não pode falar com as fadas, ou seja, elas não podem saber que ela as vê. Mas a vida dela é abalada quando Keenan, o futuro Rei do Verão, retira o seu disfarce para ser visto pelos humanos e mostra-se a ela e desde aí segue-a para todo o lado.

O que acontece é que Keenan tem de encontrar uma Rainha do Verão. A Rainha do Inverno é a sua mãe e não quer que ele se torne rei porque assim terá de partilhar os poderes com ele, então ela enfeitiçou com poder do gelo o bastão da futura rainha, e só quem for mesmo a Rainha do Verão não será apoderada pelo gelo.

Esta história mostro-se ser difícil de digerir por mim! Odiei o Keenan! Ele é suposto ser bom, mas eu só o vejo como um canalha que supostamente se apaixona sempre pela futura rainha, mas depois quando vê que não é a tal, abandona-as. Para mim o verdadeiro fofo da história é o Seth, que apoia sempre a Aislin e é extremamente protetor, inteligente e ....sexy ;)

E adorei a Menina do Inverno, que tem um papel muito importante na história, mas não me posso alongar
muito. Aliás, acho que me alonguei demasiado na sinopse, mas nunca sei como falar totalmente o que sinto sobre os personagens, e que vocês me percebam, sem contar-vos tudo. Ai, sou péssima. Como é que eu tenho um blog literário mesmo?

Mas deixando os devaneios,é um livro que apesar de tudo merece ser lido, porque é diferente, é de uma originalidade enorme e a Melissa consegue, apesar de tudo, prender-nos à história, embora nos faça odiar (pelo menos a mim fez) quase todos os personagens que supostamente deviam ser bons. Também gostei do final, por ser diferente! Alguém por aí já leu?

Boas leituras, Jessie*

sábado, 18 de janeiro de 2014

Resenha: Crepúsculo - Stephenie Meyer

Resenhista: Ane da Silva 
Tema: Fantasia


Crepúsculo (Twilight, no original) é uma história sobre vampiros da autoria de Stephenie Meyer. Publicado originalmente em capa dura, em 2005, este livro é o início da saga Crepúsculo, onde Bella Swan é apresentada ao leitor, como uma estudante que se muda de Phoenix, Arizona, para Forks, Washington, colocando sua vida e de sua família em risco ao apaixonar-se pelo vampiroEdward Cullen.

"Nunca pensei muito em como morreria - embora nos últimos meses tivesse motivos suficientes para isso -, mas, mesmo que tivesse pensado, não teria imaginado que seria assim. (...) Sem dúvida era uma boa forma de morrer, no lugar de outra pessoa, de alguém que eu amava. Nobre, até. Isso devia contar para alguma coisa."

Isabella Swan chega à nublada e chuvosa cidadezinha de Forks - último lugar onde gostaria de viver. Tenta se adaptar à vida provinciana na qual aparentemente todos se conhecem, lidar com sua constrangedora falta de coordenação motora e se habituar a morar com um pai com quem nunca conviveu. Em seu destino está Edward Cullen.Ele é lindo, perfeito, misterioso e, à primeira vista, hostil à presença de Bella - o que provoca nela uma inquietação desconcertante. Ela se apaixona. Ele, no melhor estilo "amor proibido", alerta: Sou um risco para você. Ela é uma garota incomum. Ele é um vampiro. Ela precisa aprender a controlar seu corpo quando ele a toca. Ele, a controlar sua sede pelo sangue dela.O que Bella não percebe é que quanto mais se aproxima dele, maior é o perigo para si e para os que a cercam. E pode ser tarde demais para voltar atrás... Combinando sensualidade e mistério, romance e fantasia, Stephenie Meyer produz uma trama de extraordinário suspense neste primeiro volume da série que marcou sua estréia literária. Tremendamente sedutor,Crepúsculo mantém seus leitores ligados até a última página.

Minha Opinião: Se o filme é bom, o livro é melhor ainda, apesar da grande diferença no final. Jacob quase não parecer no livro. O romance entre uma humana e um vampiro trará grandes emoções, você viajará com esse lindo romance.

Sobre a autora:
Stephenie Meyer (Morgan em solteira; Hartford, 24 de dezembro de 1973) é uma escritora americana, conhecida pelos best-sellersda série Twilight (Crepúsculo), Graças à repercussão da série Crepúsculo. Meyer foi classificada como 49º na lista da revista Time das "100 pessoas mais influentes em 2008". Em 2010, a Forbes classificou-a como a 59º celebridade mais poderosa, com salário anual de US$ 40 milhões.Os livros da série Crepúsculo já venderam cerca de 120 milhões de cópias ao redor do mundo, com traduções em 37 línguas diferentes, para 50 países.A adaptação cinematográfica de Crepúsculo foi lançada nos Estados Unidos em 21 de novembro de 2008, e no Brasil em 19 de dezembro. Stephenie Meyer também é autora do romance de ficção científica The Host ( tendo este estado também em primeiro lugar na lista de best-sellers do New York Times, já com edição em português).

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Resenha: Eragon - Christopher Paolini

Resenhista: Adriana Tavares
Tema: Fantasia



Título: ERAGON
Autor: Christopher Paolini 
Edição: 1ª edição
Editora: Rocco
Ano: 2005 
Páginas: 460 
Classificação: 2/5

" - Eu sou Eragon.
Angela arqueou as sombrancelhas.
- É quem é você ou é o seu nome?
- As duas coisas - disse Eragon, com um sorriso no rosto, pensando na origem do seu nome, o Primeiro Cavaleiro."

O Reino de Alagaësia é governada pelo maligno rei Galbatorix, um antigo Cavaleiro de dragão que traiu seu povo e seus companheiros, em busca de poder. Quando Eragon, um garoto órfão que vive em uma pequena fazenda, encontra uma pedra azul seu destino lhe é revelado, pois o objeto não era uma ordinária pedra, e sim é um ovo de dragão, e muito importante por se tratar do último sobrevivente da raça dos dragões. Quando a dragão fêmea Saphira nasce do ovo, Eragon se torna um Cavaleiro, e irá lutar contra o Espectro Durza e o exército de Galbatorix, cumprindo uma antiga profecia.

Bom essa é a forma que o site Wikipédia fala sobre esse livro, mas agora abram espaço porque vou dar a minha opinião...

O livro conta em 460 páginas a história central de Eragon, adolescente de 15 anos que é criado pelo tio e que sabe muito pouco ou quase nada sobre sua real origem. Ele é pobre e caça para poder vender e com o que ganha poder comprar carne (essa parte achei estranha, se ele pode caçar porque não come a carne que caça???). Numa dessas suas caçadas encontra uma pedra de formato ovalado e azul, muito bem polida e tenta vender para comprar carne. Mas o que ele não sabe é que a pedra é um ovo de dragão. 

Depois de tentar vender a pedra e não encontrar comprador a mesma eclode e ele se vê dono de um dragão (aquele a quem o ovo escolhesse era um Cavaleiro) e daí surgem diversas mudanças na vida de Eragon. Ele se vê obrigado a esconder o Dragão (que depois ele descobre ser um dragão fêmea, e dá o nome de Safira), cuidar dele e depois fugur feito um louco porque estão tentando matá-lo.

E tudo isso porque o Rei Galbatorix quer tomar para si todos os dragões e ovos que ainda restam (eram 3 mas como o ovo de Safira eclodiu restam 2) para dominar e ter poder. Eragon encontra perigos (e muitos), tem de se encontrar com meias verdades dos que o ajudam (?!?) e se ver um verdadeiro Cavaleiro.

Lutas diárias, fugas incansáveis e muita...ENROLAÇÃO!!! Achoq ue foi exatamente isso que senti ao ler esse livro! A estória até que tem um belo potencial de ser um livro empolgante e tudo, mas não passa de potencial. 


Achei a narrativa deveras cansativa e repetitiva, o Eragon muito Maria vai com as outras (porque as coisas acontecem e ele faz uma duas perguntas e pronto.), o constante desejo de Eragon de fazer algo e depois não saber se quer mesmo fazer (na maioria das vezes quem decidia era a Safira), sei lá achei meio vago.

Dei um beeeeeeeeeeelo desconto ao autor Christopher Paolinni porque ele começou a escrever o livro quando tinha apenas 15 anos, então fico pensando ele escrevendo esse livro mais velho, talvez tivesse mais maturidade na escrita.

Outra coisa que me incomodou bastante foi que sempre que o Eragon se metia em alguma luta (e eu esperava ele mostrar a que veio) ele era "acidentalmente atingido" e ficava inconsciente, depois quando acordava estava a são e salvo. Isso aconteceu pelo menos umas 4 vezes. Ai é dose né???

Posso estar sendo um bocado crítica, mas é que a leitura realmente não me agradou e nem tive a menor vontade de ler os outros livros (pasmem é uma trilogia)... Bom, vou ficando por aqui e aguardo que alguém me diga o que achou do livro... 

Será que mais alguém gostou???

MINHA NOTA: 2 (numa escala de 5)
PERSONAGENS: 2 (tinham potencial, só isso)
CAPA: 2 (Achei o dragão feio)
DIAGRAMAÇÃO: 3 (Letras com espaçamento pequeno o que me deu um pouquinho de dor de cabeça)
ESTÓRIA: 1 (achei super monótona)

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Resenha: Cidade dos Ossos - Cassandra Clare

Resenhista: Gabriella Araújo
Tema: Fantasia


Cidade dos Ossos é o primeiro livro da série Os Instrumentos Mortais e conta a história de Clarissa Fray, Clary, uma garota de 15 anos apresentada a um mundo sombrio, que foi mantido escondido dela por todo esse tempo, para sua própria segurança. Ao ir à boate Pandemônio, com seu amigo Simon, ela passa a conhecer um mundo povoado por demônios e três Caçadores das Sombras: Jace, Isabelle e Alec. E, então, seu mundo vira de pernas para o ar. 

Não sei se foi a minha completa impaciência com livros teens que interferiu, mas a meu ver, a narrativa poderia ter sido construída de forma mais significativa e menos infantil. Além de que poderiam ter sido evitadas coisas absurdas como o título de "Magnífico Feiticeiro do Brooklyn" do Magnus (único personagem que eu efetivamente gostei em toda a trama), a relação entre Jace e Clary (e ponha absurdo nisso!) e a reação da Clary ao ver a mãe dela.

Foi uma tortura tentar terminar o livro e esperava mais, já que todo mundo falava bem dele, mas foi uma grande decepção. Não pretendo ler os próximos. Talvez leia algumas cenas aqui e ali contendo o Magnus ou os contos que a Cassandra fez com ele, mas fora isso, não.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Resenha: A Maldição do Tigre - Collen Houck

Resenhista: Fabiana Strehlow
Tema: Fantasia



A Maldição do Tigre* é o primeiro de uma série de 04 livros que contam a saga de um jovem príncipe indiano, Alagan Dhiren Rajaram e seu irmão mais novo, Sohan Kishan Rajaram, que foram amaldiçoados e transformados em tigres por um mago cruel, inimigo da família real, há mais de 300 anos.

Após ser capturado, vendido e passado de zoológicos à circos, o tigre branco, Dhiren, vive e apresenta-se em um circo em Oregon, nos Estados Unidos, quando conhece Kelsey Hayes, uma jovem órfã, contratada para trabalhar temporariamente no Circo Maurizio.

De imediato, Kelsey sente-se atraída e encantada pelo belo tigre branco, de quem passa a cuidar, tratando-o com muito respeito e carinho, até mesmo conversando e lendo para o animal.

Então, numa bela manhã, surge no circo, um comprador para o tigre. Um misterioso e bondoso senhor, chamado Kadam, que vê em Kelsey, uma excelente e responsável cuidadora para o animal durante a longa viagem com destino à Índia, país em que reside o comprador de Dhiren.

Kelsey aceita a proposta e viaja confiante e feliz. No entanto, ao chegar na Índia, as "coisas" fogem um pouco do combinado e quando Kelsey se dá conta, encontra-se sozinha na selva com o tigre branco.

E é alí, em plena selva indiana, que a verdade vem à tona. Ela não consegue acreditar ... seu amigo tigre é agora um jovem de beleza deslumbrante a lhe contar toda a sua vida e o real motivo de "arrastar" Kelsey até a Índia: só ela é capaz de ajudar a quebrar o encanto que aprisiona os dois irmãos tigres. Dhiren soube disso quando ainda estava no circo aos cuidados da jovem.

Após absorver todos os fatos e concordar em ajudar, Kelsey ficou muito amiga de Dhiren e do Sr. Kadam.

Kishan, o tigre negro, vivia há muito tempo isolado na selva, mas era chegada a hora do reencontro dos irmãos para romper toda a mágoa que os afastara desde o episódio que levou à maldição e para que Ren, conseguisse convencê-lo a viver como humano novamente.

Porém, Kishan, além de ser um belíssimo jovem, ao conhecer Kelsey, mostrou-se encantadoramente galanteador e atrevido, fato que enfureceu e muito, o seu irmão Dhiren.

Kishan fica na selva; Ren e Kelsey partem em busca da quebra da maldição, enfrentando desafios mortais em lugares místicos.

Mesmo sem admitir, Dhiren e Kelsey estão se apaixonando e conseguem obter sucesso quebrando a primeira parte da profecia, garantindo aos irmãos tigres 6 horas por dia na forma humana, o que é muito bom, considerando que o período anterior era de 24 minutos por dia.

Mas, o mago perverso da profecia, começa a mostrar sinais de que ainda está vivo; Kishan desiste de viver na selva e retorna para o lar, o que provoca ciúmes em Dhiren; Kelsey decidida, deixa a Índia retornando para os Estados Unidos.
(Por: Fabiana Strehlow.)

Minha opinião:
Amei!! Uma aventura deliciosa, recheada de fantasia, cultura e romance.
Além de conhecer um pouco sobre a vida dos animais de circo; aprender mais sobre a Índia - vocabulário, culinária, cultura, costumes e crenças; ainda posso declarar com muita franqueza: "estou me apaixonando pelos felinos"!! Até já comprei o meu tigre branco de pelúcia ...

Sobre a autora:
Collen Houck é uma leitora ávida que adora livros de ação, aventura, ficção científica e romance. Estudou na Universidade do Arizona e trabalhou como intérprete de língua de sinais durante 17 anos. Ela mora em Salem, no Oregon, com o marido e um tigre branco de pelúcia.

Resenha: O Oceano No Fim do Caminho - Neil Gaiman

Resenhista: Clauo
Tema: Fantasia


Um livro mágico! Fantástico e muito bem escrito.
Ainda não tinha lido nada de Neil Gaiman e gostei muito.

É uma fábula bem escrita e narrada por um menino de 7 anos. Fiquei ansiosa para ler o desenrolar da trama. Não costumo ler sinopses e se fosse por esta do Skoob não leria este livro, já que tenho grande dificuldade com livros de horror, terror e afins. Li numa boa e a estória me prendeu. Leitura rápida. Achei a capa linda e mais uma vez confirma a Intrínseca como uma das minhas editoras prediletas. Este livro foi um empréstimo da minha querida amiga Michelle a quem agradeço mais uma vez esta aventura linda.


Sinopse - O Oceano no Fim do Caminho - Neil Gaiman

Foi há quarenta anos, agora ele lembra muito bem. Quando os tempos ficaram difíceis e os pais decidiram que o quarto do alto da escada, que antes era dele, passaria a receber hóspedes. Ele só tinha sete anos. Um dos inquilinos foi o minerador de opala. O homem que certa noite roubou o carro da família e, ali dentro, parado num caminho deserto, cometeu suicídio. O homem cujo ato desesperado despertou forças que jamais deveriam ter sido perturbadas. Forças que não são deste mundo. Um horror primordial, sem controle, que foi libertado e passou a tomar os sonhos e a realidade das pessoas, inclusive os do menino.

Ele sabia que os adultos não conseguiriam — e não deveriam — compreender os eventos que se desdobravam tão perto de casa. Sua família, ingenuamente envolvida e usada na batalha, estava em perigo, e somente o menino era capaz de perceber isso. A responsabilidade inescapável de defender seus entes queridos fez com que ele recorresse à única salvação possível: as três mulheres que moravam no fim do caminho. O lugar onde ele viu seu primeiro oceano. SKOOB.

Nota: 04/05


Resenha: A Menina que Navegou ao Reino Encantado no Barco que Ela Mesmo Fez - Catherynne M. Valente

Resenhista: Clauo
Tema: Fantasia


Recebi este livro através do grupo do Livro Viajante. Na hora pensei em usá-lo para o mês de janeiro do Desafio Diversidade Literária 2014 que tem como tema fantasia.

Neste livro acompanhamos as aventuras de Setembro, uma menina que vai parar no Reino Encantado. O que me encantou neste livro foi a linguagem usada pela autora, a leveza do texto e as sacadas bacanas! Um livro mágico! Setembro tem como companheiros o Vento Verde, o Leopardo, o Draladoteca, um dragão biblioteca e Sábado, um menino estranho de pele azul. Não é um livro boboca, muito pelo contrário. Tem tiradas engraçadas, ternas, que me encantaram. Descubro cada vez mais como ler este tipo de leitura recarrega minhas baterias e me relaxa. 

Gosto muito dos livros da Leya Editora e este, em especial é muito lindo! Bem cuidado, as páginas são bonitas. Aguardo a continuação das aventuras de Setembro.


Sinopse - A Menina Que Navegou ao Reino Encantado No Barco Que Ela Mesma Fez - Fairyland - Livro 01 - Catherynne M. Valente

Setembro é uma menina que sonha com aventuras. Quando é convidada por um Vento Verde e um Leopardo para ir ao Reino Encantado, é claro que aceita. (Você não aceitaria?) Mas o Reino Encantado está em tumulto, e vai levar uma menina de doze anos, um dragão que adora livros, e um menino estranho e quase humano chamado Sábado, a derrotar uma Marquesa malvada e restaurar a ordem. SKOOB.

Nota: 04/05

domingo, 5 de janeiro de 2014

Resenha: Traições- Lili St. Crow

Resenhista: Lynnë
Tema: Fantasia



Estava bem ansiosa por esse livro. O primeiro da série me deixou muito surpresa, a sinopse me prometia algo e a história me levou a outro lugar. O final teve uma deixa perfeita para essa continuação, mas... Acredito que minhas expectativas estavam muito altas. Comecei a ler e fui seguindo o fluxo arrastado até que me dei conta que estava na página 111 e o livro estava se assemelhando a muitos outros com o tema de adolescentes sobrenaturais em uma escola especial. Mas sem nenhum diferencial que o destacasse.

"Um terço do livro lido e está caminhando para um cenário totalmente diferente do que esperava depois do primeiro. Caindo na mesmice das histórias sobre escolas sobrenaturais e perdendo a originalidade do princípio." (Histórico de leitura no skoob - 03/01)

Mas não me dei por vencida, acho que por ser livro de desafio me forcei a continuar e terminar a leitura sem arrastá-la por semanas. Foi então que tive uma surpresa agradável. Quando Dru sente sede de sangue pela primeira vez, a autora conseguiu o que eu humildemente classifiquei como uma das melhores descrições já lidas por mim desse momento. Extremamente visceral e explicativa.
"(...) Daí eu me liguei que também estava fazendo um som esquisito, um som alto e penetrante, com interrupções estranhas, quando minha traqueia trancou e eu tive que respirar. O cheiro me atingiu - cobre, quente e bom. Acertou um lugar bem na parte de trás da minha garganta que eu nunca soube antes que existia, bem perto da área que as pessoas normais não tem. Aquela que me avisa que algo bizarro vai rolar. Aquele cheiro vermelho, de cobre, ia até lá embaixo e rasgava o mundo. (...) 

Queria tirar todos eles do meu caminho na porrada e colocar minha cara na garganta do lobisomem ferido. Queria beber. Uma sede intensa se arrastava para fora de mim, vinda lá do meio da minha garganta, e se espalhava por todo o meu corpo. Eu estava seca, estalando e queimando, e a única coisa que iria conseguir extinguir o fogo era o líquido doce e vermelho cujo cheiro eu podia farejar por todos os locais. Ele formava uma conexão dentro da minha cabeça, que sussurrava e me persuadia, e meus dentes passaram a doer de tão sensíveis. Eu quase conseguia senti-los aumentar. Meu cabelo pinicava, e cada milímetro do meu corpo acordava de novo. (...)" (p.142)
Nesse momento eu achei que a coisa ia engrenar. Felizmente assim foi. Não parei mais de ler apesar de algumas passagens de excessiva descrição de memórias que a Dru tem do pai e de quando caçavam juntos. Então me dei conta que a mesma característica que tanto me incomoda é a que tanto gosto nessa autora. As descrições. O problema é que eu não curto essa viagem contínua pela Memory Lane. Mas adoro quando os autores descrevem cenas de ação de forma que nos sintamos no lugar do personagem.

Outra coisa no livro que me deixou intrigada e pensativa foi a relação que a menina tem com o medalhão da mãe. Toda hora ela comenta sobre, seja quando ela segura ele como um porto seguro, as sensações térmicas dependendo da situação que ela se vê, ou o instinto de mantê-lo sempre sob as roupas, longe da vista dos demais, até de Graves. O título é realmente coerente. Todos supostamente traem todos, cada um tem seu objetivo pessoal, tem segredos e pedem para que se confiem neles. Terminei o primeiro livro confiando em Christophe, durante esse livro fiquei com a pulga atrás da orelha. Até Graves em um momento me deixou desconsertada.

A história retoma os padrões do livro 1 quando eles fogem loucamente da Schola. De novo a autora me deixa embasbacada com as descrições de como eles fogem, como é feito o deslocamento. Mais para o final e acabando por ser uma das minhas partes favoritas é quando a casa que eles passam a noite é invadida por vampiros e eles mais uma vez tem que sair correndo. É possível sentir a adrenalina e foi impossível deixar o livro até que eu lesse a última palavra. 

Enfim, se você leu o primeiro e gostou como eu, leia esse.
"Não se deixe abater e siga em frente."

Resenha: O Fortim - F. Paul Wilson

Resenhista: Giselle
Tema: Fantasia




Esse é o primeiro livro da série Ciclo do Inimigo, mas pode ser lido sozinho.

A trama pode ser entendida como uma batalha entre o Caos e a Luz. As duas forças são defendidas por agentes próprios. Ao decorrer da leitura somos apresentados lentamente a ambos agentes, mas só conhecemos as verdadeiras facetas deles no final do livro.


Quase toda a ação ocorre em um fortim construído na Romênia, mais precisamente na Transilvânia. O ano é 1941 no auge da ocupação nazista. 


Minha maior decepção foram com os "mocinhos" do livro, achei muito fracos e pouco verossímeis. Já os "bandidos" são muito bem caracterizados e em alguns momentos você consegue até torcer por um futuro não tão sombrio para um deles.


No geral é um livro que consegue prender a atenção, mas o final é meio decepcionante. Como iniciei a série pelo terceiro livro da série, achei esse meio fraco. Mesmo assim ainda vale a pena ler.


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Resenha: A Terra de Oz - L. Frank Baum

Resenhista: Dea
Tema: Fantasia



Sendo uma narrativa de novas aventuras do Espantalho e do Lenhador-de-lata, assim como das estranhas experiências do Enormemente Ampliado Besourão, de Janjão Cabeça-de-abóbora, do Cavalo-de-pau e do Gamo, este livro  é uma continuação de O Mágico de Oz.

A TERRA DE DE OZ

Sobre o primeiro livro: "O Mágico de Oz"

Este é o segundo livro - são 14 (catorze) livros do Autor falando sobre Oz!

A aventura começa com Tip, um garoto que foi criado por uma Feiticeira chamada Mombi. De início não sabe-se o motivo nem como ele foi parar, desde pequenino, nas mãos de Mombi. E é claro: ele não gosta dela.
Neste livro não fala sobre o leão Covarde, mesmo porque ele agora é o Rei da Floresta, mas conta sobre o que aconteceu com o Espantalho e o Lenhador-de-lata.
Uma moça chamada Jinjur, juntamente com 400 jovens guerreiras, tomam o trono do Espantalho, Rei da Cidade das Esmeraldas. Daí o Espantalho busca a ajuda do Imperador Lenhado-de-lata.
Tip é o criador Janjão Cabeça-de-abóbora (que o chama de pai), do Cavalo-de-pau e do Gamo, e juntamente com o Sr. E.A. Besourão S.E., o Espantalho e o Lenhador-de-lata, partem em busca de Glinda, a Bruxa boa, para que o espantalho retome seu reino.

Lendo assim, parece bobo? Não é. É uma aventura gostosa, dessas que te prendem do começo ao fim, assim como no primeiro livro.

Vale dizer que o terceiro livro é "Ozma de Oz", e, para entender/saber o que é "Ozma de Oz", você tem que ler "A Terra de Oz"!

Recomendadíssimo!

Eis aqui uma frase do Espantalho:
(...) Considero que a inteligência é, sob todos os aspectos, muito superior ao dinheiro. Vocês já devem ter observado que, se alguém tem dinheiro mas não tem cérebro, não sabe usá-lo em seu proveito, mas, se alguém tem cérebro mas não tem dinheiro, encontrará, de algum modo, um meio de viver confortavelmente até o fim de sua vida.

Sábias palavras para um Espantalho, não?!
Depois da publicação de O Mágico de Oz, passei a receber cartas de crianças, falando do prazer que sentiram ao ler essa história, e pedindo-me que "escrevesse mais alguma coisa" sobre o Espantalho e o Lenhador-de-lata. A princípio acreditei que essas cartinhas, por francas e espontâneas que fossem, não tinham outro sentido senão o de lindos cumprimentos. mas as cartas não pararam de chegar nos meses e até anos que se seguiram.

Por fim prometi a uma menininha, que fez uma longa viagem para me conhecer e apresentar-me, pessoalmente, o seu pedido - e que, por curiosa coincidência, também se chamava Dorothy -, que eu escreveria um outro livro sobre esses dois personagens.

Das duas, uma: ou a menininha Dorothy era uma fada disfarçada que fez valer o encantamento de sua varinha de condão, ou o êxito de O Mágico de Oz conquistou novos admiradores, pois, em pouco tempo eu já havia recebido as mil cartas que exigira. E muitas outras se seguiram.

Agora, desculpando-me pela demora, cumpro a minha promessa com o lançamento de A Terra de Oz.

L. Frank Baum

Chicago, junho de 1904.