sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Resenha: A Insustentável Leveza do Ser - Milan Kundera

Resenhista: Manuela
Tema: Romance Histórico



Um terno, um quarto

Fabuloso. É como posso resumir, considerando até como uma das melhores leituras até então. A história é contada sob a perspectiva de quatro personagens, sendo dois dominantes: Tereza e Tomas. Sabina e Franz aparecem, ora apenas ela, sobrepujando o contexto do primeiro casal – muito inserida no contexto, por sinal – ora conjuntamente os dois, como um par, um encontro de corpos, o conflito de peso e leveza da vivência humana. É muito fácil se colocar nos personagens e observar, conforme o desenrolar da estória, como estamos sempre, tendenciosamente, tentando encontrar um balanço entre a opressão e como diminuí-la.

A estória atravessa algumas décadas e tem como pano de fundo a invasão russa à Tchecoslováquia e o clima de tensão política que pairava em Praga nesse período. Por sinal, questões políticas essas que influenciaram diretamente na vida desses quatro personagens, cujas vivências se entrelaçam.

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“Não existe meio de verificar qual é a boa decisão, pois não há termo de comparação. Tudo é vivido pela primeira vez, sem preparação. É como se um ator entrasse em cena sem nunca ter ensaiado. Mas, o que pode valer a vida, se o ensaio da vida já é a própria vida?”

Resenha: Orgulho e preconceito - Jane Austen

Resenhista: Danielle
Tema: Romance Histórico



Sempre ouvi todo mundo falar muito bem de Jane Austen e deste livro e resolvi ler, comecei com uma expectativa muito alta e não foi bem o que eu esperava, mas gostei foi bom.

A trama gira em torno de Elizabeth e Darcy, um amor que surgiu sem ser esperado e que venceu o orgulho e o preconceito sendo Darcy é rico e Lizza é pobre.

Darcy no início não cativa o leitor mas ao decorrer da trama não há como não se encantar com ele, foi meu personagem favorito.

A trama é bem focada no realismo da época, os diálogos muitas vezes sarcásticos são a melhor parte. A família de Lizza também é muito divertida, principalmente sua mãe que só pensa em casar suas cinco filhas.

Porém não esperem beijos na trama pois Jane não foca nessa parte, o que me decepcionou um pouco.

Enfim a leitura foi boa na minha opinião e recomendo para quem gosta de clássicos e romances históricos.

Resenha: O Ouro de Mefisto - Eric Frattini

Resenhista: Junior Ribeiro
Tema: Romance Histórico



Com a 2ª Guerra Mundial chegando ao fim e a inevitável queda da Alemnha nazista, os líderes mais próximos de Hitler decidem articular um plano para livrar seu principais comparsas de caírem nas mãos das nações aliadas.

Temendo a morte sumária ao serem capturados, ou até mesmo após o julgamento de seus crimes de guerra; bem como considerando inaceitável a prisão como destino final da empreitada nazista, esses homens começam a colocar em andamento a operação Odessa. Tal operação se faz valer de uma rede intrincada de corrupção envolvendo o governo suiço e até o Vaticano, visando tirar da Alemanha centenas de integrantes da SS e da GESTAPO, realocando-os em outros países mais seguros, com outros nomes e uma nova vida.

Para conduzir esta operação os nazistas elegem um influente francês e seus filho de sobrenome Lienart; que num misto de suspense, terror, e romance; revelam as atrocidades e a corrupção instalada pelo regime de Hitler. Tudo pago com o ouro retirado dos judeus.

Posso dizer, sem sombra de dúvidas, que a leitura é eletrizante e dinâmica. Isso pela aventura e o suspense ancorados em fatos da história comprovada e também pelas lendas sobre Hitler.

Apesar do livro ser escrito através da perspectiva do agressor nos cria, sempre, o desejo de saber o desfecho que terá a vida das personagens. Revelando os valores distorcidos que são comumente aceitos em tempos de guerra, assim como os objetivos egoístas, de ambos os lados, que impedem a evolução das civilizações e só alimentam a ganância e a soberba.

Resenha: As Memórias Perdidas de Jane Austen - Syrie James

Resenhista: Adriana
Tema: Romance Histórico



Título: AS MEMÓRIAS PERDIDAS DE JANE AUSTEN
Autor: Syrie James
Edição: 1ª edição
Editora: Editora Record
Ano: 2013
Páginas: 314
Classificação: 5/5

" Por que eu sinto uma vontade súbita de relatar, em pena e tinta, um relacionamento de natureza tão pessoal que jamais assumi, não sei dizer."

Um dos maiores nomes da literatura inglesa, Jane Austen escreveu clássicos como Orgulho e Preconceito. Embora seus livros tenham interessantes histórias de amor, a vida amorosa da autora nunca foi considerada notável. Esse foi o ponto de partida para Syrie James, estudiosa de Austen criar uma versão romanceada da aclamada escritora. E se memórias escritas pela própria Austen fossem descobertas, revelando um grande caso de amor? Escrito em um estilo próximo ao da escritora britânica, As memórias perdidas de Jane Austen é um livro notável, irresistível para qualquer um que ame Jane Austen - ou grandes romances
Sinopse retirada do Skoob


Essa leitura foi extremamente rápida, mas demorei quase o mês inteiro pensando o que colocaria na minha resenha. Primeiro porque foi uma leitura tão gostosa, tão leve e ao mesmo tempo tão carregada de sentimentalismo que fiquei com aquela ressaca literária de saudade...

Meu esposo teve de me ouvir por dias dizer: Ai meu Deus! Será que isso realmente aconteceu??? E ele sempre misturando as bolas achava que eu me referia à Virginia Wolf... Não tive ainda o prazer de ler nenhuma obra dela, mas pelo sentimentalismo, tristeza e romantismo que beira o depressivo, posso dizer que são equivalentes. Também devo confessar que ainda não li nenhum dos romances da Jane Austen (autora retratada nesse livro), se assim o tivesse feito seria mais fácil a compreensão do que ela falava.
Então deixando de mimimi, o que achei do livro:

O livro são manuscritos da autora Jane Austen que foram encontrados em bom estado de conservação e estão minuciosamente sendo estudados e publicados.

Esse fala sobre AMOR. Sim, amor assim de letras exageradas e doloridas, sentidas em alto grau de urgência! Jane Austen morreu cedo, mas durante sua existência presenteou o mundo com seis livros que tratam de amor em sua essência. Nesses manuscritos ela descreve como poderia ela falar de amor sem nunca ter sentido o mesmo... 

Como ter a certeza de descrever as sensações causadas por um olhar lascivo se nunca foi beijada, amou, se casou, permitiu nenhum contato amoroso??? Talvez esse livro traga a você um mundo de descobertas a respeito dela que você nem sequer possa ser capaz de imaginar. Ou talvez imagine. 

Ela mostra em um diário a troca de cartas que teve com sua irmã e confidente e nos dá detalhes de um amor verdadeiro e puro. Mas o melhor é ver a descrição da dependência que ela por ser mulher, têm da necessidade de contratar casamento e assim ser "sustentada" como era padrão de moralidade da época. É delicioso imaginar os lugares por onde ela passa momentos tão significativos em sua vida, seus pensamentos e busca pela aceitação e publicação de seus livros!

Ela queria ser lida, eternizada, mas isso também a assustava. E nessas páginas adentramos nos momentos onde ela se desnuda por completo à tinta e papel, trazendo à nós os seus livros e seu talento para a escrita.


MINHA NOTA: 5 (numa escala de 5)
PERSONAGENS: 5 (de acordo com o que esperamos)
CAPA: 5 (parece um velho diário amarelado)
DIAGRAMAÇÃO: 5 (folhas amareladas, bom tamanho)
ESTÓRIA: 5 (romance delicioso)

E vamos aguardar Março com outra leitura!!!

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Resenha: Papisa Joana - Donna Woolfolk Cross

Resenhista: Fernanda
Tema: Romance Histórico


Fascinante

Joana era filha de um padre da região da Inglaterra e de uma herege, uma pagã saxônica, nasceu e viveu em uma época bastante difícil para as mulheres, onde eram consideradas inferiores, sem inteligência e sem alma. Devido a isso sempre tinham que estar sob a tutela e sob o mando de um homem.

Desde sua infância, Joana, já mostrava inteligência diferenciada e grande ânsia de aprender. Com uma determinação fora do comum ela consegue aprender a ler e escrever em Latim.

Joana decide fugir de casa quando surge a oportunidade de ir para uma escola em outra cidade, deixando para trás os problemas com o pai autoritário e violento. Joana se destaca em seus estudos, mas sofre com as limitações por ser mulher.

Com a morte de seu irmão, Joana, se disfarça de homem, se tornando assim irmão João Ângelo, padre médico de muito conhecimento em Roma.

Com sua popularidade, bondade e conhecimentos, Joana se torna Papa João VIII e governa Roma por dois anos. Papado que foi anulado do livro dos Papas e destruído qualquer indício de sua existência pela Igreja.

O livro é resultado de várias pesquisas feitas pela autora, além de fascinante e surpreende em muitos pontos. A autora relata fielmente a ordem cronológica, não só da vida de Joana, como as artimanhas e depravações religiosas da época. 

Gostei muito desse livro. Papisa Joana é uma das personagens mais fascinantes que conheci, um romance histórico maravilhoso.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Resenha: Corações Sujos - Fernando Morais

Resenhista: Michelle
Tema: Romance Histórico


O fim da segunda guerra, em 1945, dividiu a imensa colônia japonesa do estado de São Paulo em dois grupos: os kachigumi ou vitoristas, grande maioria dos imigrantes japoneses que eram extremamente fiéis ao Imperador Hiroíto e se recusavam a acreditar que seu país natal havia perdido a guerra; e osmakegumi ou derrotistas, minoria dos colonos que acreditavam na rendição do Japão. Assim nasceu a Shindo Renmei, ou “Liga do Caminho dos Súditos”, uma associação que pretendia manter vivo o yamatodamashii, o modo de vida japonês, eliminando, para tanto, todos aqueles que optassem por acreditar na verdade.

“Você tem o coração sujo, então deve manter a garganta lavada...”
Traduzindo: “Você é um traidor do grande império japonês e vai morrer”. Era com esse recado direto que a Shindo Renmei informava aos derrotistas sobre seu destino.

O livro de Fernando Morais é resultado de uma vasta pesquisa que revelou uma parte da história brasileira que parece ficção. Até a publicação de “Corações Sujos” e sua posterior adaptação para o cinema, pouquíssimas pessoas conheciam a saga dos “7 heróis de Tupã”, homens comuns que se uniram para demonstrar sua fidelidade ao imperador japonês e o orgulho de suas origens. 

O fato é que o governo brasileiro teve um papel decisivo na criação da Shindo Renmei e de outras associações do gênero, que surgiram depois das duras restrições impostas aos japoneses: proibição do uso de sua língua materna, fechamento das escolas das colônias, apreensão de rádios, suspensão de veículos impressos em língua japonesa e tomada de dinheiro e terras, entre outras coisas.

A repressão do governo só piorou o sentimento dos imigrantes de estarem perdidos em uma terra estranha sem nenhum contato com a terra natal e aumentou o preconceito que a população brasileira tinha contra eles (alimentado publicamente pela imprensa). Linchamentos de colonos aconteciam em praça pública e assassinatos dos corações sujos eram recorrentes, mas a polícia estava ocupada demais para investigar, pois sua prioridade era acalmar as revoltas populares que clamavam pelo fim da ditadura, controlar as greves que pipocavam por todo lado e monitorar os jornais que se libertavam da censura.

O saldo dos 13 meses de atuação da Shindo Renmei é alarmante: 23 mortos e 147 feridos. Durante o período em que a polícia tentava descobrir quem estava por trás do grupo de extermínio, 31.000 japoneses foram presos, 381 denunciados e 80 condenados à expulsão do país (que foram perdoados por Juscelino Kubitschek).

Fiquei chocada com a descoberta dessa parte da nossa história que não consta em nenhum livro didático. Principalmente porque os japoneses têm uma imensa influência na cultura paulista e sempre me pareceram os imigrantes mais queridos por aqui (talvez atrás dos italianos apenas). Eu não fazia ideia do quanto a colônia havia sofrido na época da guerra e nem em sonho poderia imaginar essa luta interna. Interessante e muito triste.

Os acontecimentos narrados no livro são baseados em documentos, arquivos da imprensa, depoimentos e entrevistas com os poucos envolvidos que ainda estavam vivos no ano 2000. O livro conta ainda com fotos de época. A linguagem é bem jornalística e se atém aos fatos. A única dificuldade que tive foi com a grande quantidade de nomes envolvidos. De resto, é uma leitura simples, mas cheia de detalhes, o que compromete um pouco a velocidade.

“Como espectros que tivessem surgido do nada, às nove horas da noite sete japoneses descalços, com idades variando entre vinte e 41 anos, sérios e com ar decidido, postaram-se diante da delegacia de polícia. Uns traziam nas mãos porretes de madeira semelhantes a tacos de beisebol. Outros estavam armados das mortais catanas, sabres embainhados em bambu trabalhado, em cujo interior ocultava-se uma afiada lâmina de aço curva, de oitenta centímetros de comprimento. Eles usavam calções ou tinham a barra das calças arregaçadas até a metade da perna, como se tivessem acabado de chegar da lavoura (...). Como o prédio da polícia ficava em plena avenida Tamoios, no centro da cidade, para chegar até lá tiveram que atravessar uma Tupã às escuras – uma aparição que assombrou os moradores das imediações, que fecharam portas e janelas à aproximação do grupo silencioso. Alguma coisa ruim estava para acontecer.”

Essencial para conhecer um pouco mais sobre nossa história e, de quebra, acompanhar uma aventura que parece ter saído da mente de algum cineasta.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Resenha: O Garoto no Convés - John Boyne


Resenhista: Giselle
Tema: Romance Histórico



Essa excelente aventura é contada por John Jacob Turnstile, um menino de 14 anos que escolheu servir ao rei da Inglaterra no mar ao invés de uma sentença de prisão de doze meses. 


A história segue os dias de John Jacob a bordo de um navio como ajudante do capitão e com essa posição privilegiada ele tem acesso tanto aos marinheiros quanto aos oficiais. Aos poucos ficamos conhecendo o passado de John Jacob antes de embarcar no Bounty e acompanhamos seu crescimento.



O livro expõe as frustrações sexuais de marinheiros, a violência presente neles e os jogos de poder dos oficiais. São essas situações que levam ao ponto culminante da história. A descrição das navegações são brilhantes junto com as caracterizações dos marinheiros e oficiais a bordo do Bounty . 



O inicio é meio lento, mas depois que as aventuras começam é difícil largar o livro.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Resenha: Túneis - Roderick Gordon e Brian Williams

Resenhista: Natallie
Tema: Fantasia


Autores: Roderick Gordon e Brian Williams
Editora: Rocco, 479 p.


Will adora fazer escavações. Ele herdou essa paixão de seu pai, dr. Burrows, com quem pelo menos tem algo em comum, já que fisicamente ele não se parece com ninguém de sua família. Depois que seu pai desaparece sem deixar rastros, Will investiga e descobre que ele queria desvendar um mistério. Junto a seu amigo Chester, Will parte em busca do pai nos subterrâneos da terra, e acaba encontrando uma coisa inacreditável: uma cidade escondida no subsolo. Só que ele e Chester são presos como invasores, e quando Will é solto, ele acaba descobrindo mais sobre sua família, coisas que jamais podia imaginar. No entanto, ele ainda quer descobrir onde está seu pai e quer soltar Chester. Com a ajuda de seu verdadeiro tio Tam e de seu recém-descoberto irmão Cal, Will fracassa ao tentar libertar Chester, mas consegue fugir. De volta a sua antiga casa, sua preocupação ainda é voltar e libertar o amigo, mas, mais importante ainda, é não ser pego pelos Styx.

Esse livro foi uma surpresa completa. Comecei a ler sem pretensão nenhuma, achando que não ia gostar, mas adorei. De início, o leitor pode ficar entediado, mas a partir do momento em que Chester e Will mergulham mais fundo na terra, a história começa a ficar interessante. O livro tem muita ação, mistério, me confundi em algumas partes com os nomes de personagens, mas a reviravolta, um personagem central que, de primeira, se pensa que não vai contribuir em nada para a história, acaba sendo a surpresa. Muito bom mesmo. Vou começar a ler os outros logo, ansiosa pra saber como continua. Recomendadíssimo.

Resenha: O Hobbit - J.R.R. Tolkien

Resenhista: Marília
Tema: Fantasia


Bilbo Bolseiro é um hobbit que vive em sua toca hobbit tranquilamente acomodado com a ideia de ser um hobbit, o que significa justamente não ter nenhuma grande aventura na vida. Geralmente faz seu desjejum duas vezes ao dia, antes do almoço, e por isso tem a barriga saliente característica de seu povo.


Um dia, o mago Gandalf aparece em sua toca e o convida para uma aventura e, por algum motivo (seu lado Tûk falando mais alto), ele aceitou acompanhar 12 anões e o mago em uma viagem até a Montanha Solitária, deixando para trás o seu usual comodismo, sua toca confortável e seus dois desjejuns ao dia. “Bilbo se lembraria deles muitas vezes ainda”.

Partiram em nessa viagem cheia de aventuras com o intuito de resgatar o tesouro dos anões, que se encontrava no interior da montanha solitária, guardado pelo temível e avarento dragão Smaug, e também reconstruir a cidade de Valle, que foi destruída pelo dragão.

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Comecei a ler O hobbit com um preconceito. Por ser meu primeiro livro de Tolkien e por já ter lido e ouvido sobre ele antes (coisas que leitores mais preguiçosos disseram e escreveram), já iniciei a leitura esperando que fosse morrer de tédio antes que o autor terminasse de descrever um musgo que por ventura estivesse sobre uma pedra sem importância à beira do caminho em que o hobbit estivesse caminhando. 

Mas, que grata surpresa eu tive ao descobrir que, sim Tolkien gosta de descrever, e, sim, eu adorei isso! De modo algum a leitura é cansativa, muito pelo contrário, é leve e descontraída, e quando se vê já se foram muitas páginas (aparentemente foi escrita para crianças). Posso dizer que foi uma grande aventura, e não apenas para Bilbo Bolseiro, mas também para mim.

Gostei muito das lições de amizade, honra e altruísmo transmitidas por Tolkien. E, apesar de o único dragão da estória ser justamente o vilão e a imagem da avareza (o que uma fã de Saphira + Eragon ainda não engoliu), gostei muito de ele ter aparecido para que eu pudesse conhecer os dragões criados por Tolkien, apesar ainda de preferir os dragões sábios e de bom caráter, claro (desculpa aí).


Resenha: Harry Potter e o Cálice De Fogo - J. K. Rowling

Resenhista: Rafaela
Tema: Fantasia




Harry Potter e o Calice de Fogo é o quarto do livro da saga e ate agora o meu favorito, achei a estória mais sombria mas mesmo assim a autora não perdeu humor, ela soube ate dosar o amadurecimento dos personagens.

Depois de séculos vai ser realizado o Torneio Tribuxo, uma competição entre três escolas de magia Hogwarts, Beauxbatons e Durmstrang. Alguém inscreve Harry mesmo ele não tendo idade para participar do torneio, e alem de enfrentar provas perigosas, tem que lidar com Rony que acredita que o amigo usou algum feitiço para se inscrever no torneio, com uma repórter que adora inventar e com a ameaça de alguém estar tentando mata-lo.

Um dos meus personagens favorito é o Dobby e adorei que ele aparece muito no livro e conhecemos mais sobre os elfos domésticos, eu não lembro da Winky no filme, mas no livro eu tinha que parar para rir imaginando a Winky cheia de vergonha do Dobby por ele querer ser um elfo livre.

O que eu gosto nesta serie é como Rowling retrata os bruxos com medos, preconceitos e vaidades como os trouxas, quando Dumbledore conta ao ministro da magia que Voldemort voltou, ele prefere chama-lo de louco, desacredita-lo porque enfrentar esse problema pode colocar seu cargo em perigo, o dialogo entre os dois poderia ser feito por dois trouxas.

Com este livro entendo o sucesso da serie, eu terminei o livro doida para ler o próxima, já que agora a volta de Voldemort é real e pelo final o ministro da magia vai ignorar e tentar esconder tudo isso.

Resenha: O Beijo das Sombras - Richelle Mead

Resnhista: Silmara
Tema: Fantasia


Editora: Agir
Páginas: 320
Ano: 2010

Sinopse - O Beijo das Sombras - Academia de Vampiros #1 - Richelle Mead

Lissa Dragomir é uma adolescente especial, por várias razões: ela é a princesa de uma família real muito importante na sociedade de vampiros conhecidos como Moroi. Por causa desse status, Lissa atrai a amizade dos alunos Moroi mais populares na escola em que estuda, a São Vladimir. Sua melhor amiga, no entanto, não carrega consigo o mesmo prestígio: meio vampira, meio humana, Rose Hathaway é uma Dampira cuja missão é se tornar uma guardiã e proteger Lissa dos Strigoi - os poderosos vampiros que se corromperam e precisam do sangue Moroi para manter sua imortalidade.

Pressentindo que algo muito ruim vai acontecer com Lissa se continuarem na São Vladimir, Rose decide que elas devem fugir dali e viver escondidas entre os humanos. O risco de um ataque dos Strigoi é maior, mas elas passam dois anos assim, aparentemente a salvo, até finalmente serem capturadas e trazidas de volta pelos guardiões da escola.

Mas isso é só o começo. Em O Beijo das Sombras, Lissa e Rose retomam não apenas a rotina de estudos na São Vladimir como também o convívio com a fútil hierarquia estudantil, dividida entre aqueles que pertencem e os que não pertencem às famílias reais de vampiros. São obrigadas a relembrar as causas de sua fuga e a enfrentar suas temíveis consequências. E, quem sabe, poderão encontrar um par romântico aqui e outro ali. Mais importante, Rose descobre por que Lissa é assim tão especial: que poderes se escondem por trás de seu doce e inocente olhar?

Resenha

Nesse livro existem 3 tipos de "vampiros":

-Moroi: São os bonzinhos que se alimentam comida e sangue humano, mas apenas de humanos voluntários. Eles não são imortais. Possuem certa resistência ao sol e praticam magia que dominam os elementos terra, água fogo e ar. 

- Strigois: São os malvadões, que se alimentam apenas de sangue. Se um moroi drena totalmente um o sangue de sua vítima, ele se torna um strigoi e perde se poder. Os strigoi são mais fortes que os moroi, não saem ao sol e são imortais.

-Dampiros: São cruzamentos entre moroi e dampiros. Eles são treinados para servirem de protetores dos morois. Eles são mais humanos que vampiros, podendo sair ao sol e se alimentam apenas de comida.

Rose Hathaway é uma dampira, e é seu destino se tornar guardiã de um moroi. Ela tem um laço psíquico com Lissa Dragomir, sua melhor amiga. Lissa pertence a realeza e é a última da sua linhagem, pois sua família morreu em um acidente de carro.

No começo do livro elas estão no mundo humano se escondendo, pois por algum motivo, Rose decide que elas precisam fugir da escola São Vladimir, lugar onde são treinadas e se protegidas dos strigois. Mas logo no começo elas são capturadas por dampiros, entre eles está Dimitri Belikov me abanem, ele levará Rose e Lissa de volta.



Resenha: Pégasus e o fogo do Olimpo - Kate O'Hearn

Resenhista: Danielle
Tema: Fantasia


A trama inicia com uma grande tempestade em Nova York ocasionando um blackout na cidade. Emily, uma menina de 13 anos encontra na sua cobertura nada menos que Pegasus da mitologia, muito machucado e resolve ajudá-lo.

Emily conta com a ajuda de um colega da escola que é fanático pelo Pegasus para ajudá-la e ambos irão embarcar em uma aventura mitológica, fugindo de homens com quatro braços e dentes afiados que querem destruir o Olimpo.

Uma fantasia infanto-juvenil que me foi uma grande surpresa, sou iniciante no tema mitologia para uma iniciação eu achei a leitura bem dinâmica e de fácil entendimento.

Devorei o livro em apenas dois dias e vou continuar acompanhando a série com certeza.

Super recomendo o livro para que gosta de uma aventura leve e gostosa de de ler.

Resenha: Fios de Prata - Reconstruindo Sandman - Raphael Draccon

Resenhista: Luana
Tema: Fantasia


Edição: 1
Editora: LeYa
ISBN: 978580445961
Ano: 2012
Páginas: 352

Sinopse - Fios de Prata - Reconstruindo Sandman - Raphael Draccon

Mikael Santiago realizou o sonho de milhares de garotos. Aos 22 anos era o jogador brasileiro com o passe mais caro da história do futebol. Mas à noite os sonhos o amedrontavam. Às vezes, o que está por trás de um simples sonho – ou pesadelo – é muito maior que um desejo inconsciente. Há séculos, Madelein, atual madrinha das nove filhas de Zeus, tornou-se senhora de um condado no Sonhar, responsável por estimular os sonhos despertos dos mortais. Uma jogada ambiciosa que acaba por iniciar uma guerra épica envolvendo os três deuses Morpheus, Phantasos e Phobetor, traz desordem a todo o planeta Terra e ameaça os fios de prata de mais de sete bilhões de sonhadores terrestres. Envolvido em meio a sonhos lúcidos e viagens astrais perigosas, a busca de Mikael pelo espírito da mulher amada, entretanto, torna-se peça fundamental em meio a uma na fguerra onírica. E coloca a prova sua promessa de ir até o inferno por sua amada.
Fios de Prata - Reconstruindo Sandman - Raphael Draccon.

Esse foi o primeiro livro que li para os desafios literários dos quais estou participando e será um dos últimos a ser resenhado. Porquê? Eu precisava deixar a história "assentar" para eu poder decidir o que realmente achei desse livro.

Diz a lenda grega que da união de Hypnos (personificação dos sonhos e Gracia Pasitea (uma das graças) nasceram três deuses menores,  Phantasos, Deus do Inanimado que depois recebeu o reino de Phantasia, Phobetor Deus dos Pesadelos e Morpheus o lorde moldador, o senhor das memórias.
Dos três, Morpheus se tornou tão amado pelos humanos na figura do Sandman que,  muitos nem conhecem seus outros irmãos oníricos. Em um pedaço do reino do Sonhar , habita também Madeleine, o anjo dos sonhos despertos. Descontentes com o reconhecimento de Morpheus  e seu esquecimento, uma batalha épica com uma jogada arriscada está se delimitando e  poderá atingir não só o território do sonhar, mas o fio de prata dos sonhadores terrestres.

Enquanto isso, no orbe terrestre conhecemos Milkael Santiago, o Allejo, uma promessa do futebol brasileiro vendido ao Paris San Germain por uma cifra exorbitante e Ariana Rochembach, (uma descendente de italianos, com sobrenome alemão!) ginasta brasileira, sulista - uma ressalva: colocar dois protagonistas esportistas foi de imensa criatividade, tirar o foco do eixo RJ -SP também, porém, o uso exagerado de Bah, Tchês e Guris por parte de Ariana deixa a fala dela irritante - uma promessa da ginástica olímpica nacional.
Certo dia, já em Paris ( preste atenção ao local) Allejo vai assistir a uma apresentação de Ariana e se vê apaixonado por aquela deusa das rondadas flip flap, e duplos twists carpados ( Raphael faz questão de explicar, cada salto, cada passada, como se você estivesse vendo a apresentação da Daiane dos Santos na Olimpiadas e pela televisão) e se apaixona. Faz de tudo para se aproximar de Ariana e conversar com ela e o tema inicial é claro, esportes. Ariana a princípio, não dá muita conversa a Allejo, o considera um "garoto" mas depois de um tempo, eles começam a sair e a namorar.

É quando Allejo faz uma das principais afirmações do livro:
"Por você eu iria ao Inferno"

O que liga  Allejo ao reino do sonhar é que ele convive com inúmeros pesadelos onde estão demônios, súcubos e corpos com um estranho fio acoplados a eles, uma espécie de teia, um fio de prata. Porém pouco depois de iniciar seu namoro com Ariana, é ela quem passa a ter pesadelos em seu lugar. Esses pesadelos começam inclusive a interferir na vida desperta de Ariana, que sofre um grave acidente que a deixa presa em uma situação de onde só Allejo será capaz de resgatá-la. Para esse resgaste Allejo terá de ser capaz de entender quem é (ou foi), qual o seu desígnio e aprender a confiar em pessoas e situações que nunca viu. Para salvar Ariana, ele terá que sonhar.

O livro todo se passa entre a Batalha do Reino do Sonhar e o mundo terrestre, as cenas são divididas pelo subtítulo com o nome do protagonista e muitas vezes as situações se passam ao mesmo tempo aqui ou lá.
Existem outros personagens, e é por meio deles que são feitas as ligações entre o mundo desperto e os sonhos. Personagens que seguirão e instruirão Allejo até sua batalha final.

Um ponto legal na leitura é que a  cada ação praticada no reino do Sonhar corresponde uma ação aqui na Terra e Draccon usa fatos reais para demonstrar  tais atos. Quando Lorde Phantasos se une a guerra no sonhar ao lado de Morpheus, o mundo que era derrota não era mais:

" A policia grega havia prendido um homem de 31 anos com uma aparência tão inofensiva e debilitada que outros sentiam pena ao avistar. O sujeito era um canibal que matou outro homem, esquartejou-o e comeu algumas de suas partes. Tentou beber o sangue do morto, mas dissera não ter se adaptado ao gosto da seiva. O homem morto era seu pai."

Ate aí o livro é muito interessante, porém do início da instrução de Allejo até sua batalha por  Ariana,  o livro se mostra como que eu chamei de salada literária, porque se no início você tem uma mitologia grega influenciando na conduta humana, na instrução de Allejo para a batalha,que é  feita na Terra por um grupo  de pessoas, que  se reúne onde ,creio eu, se assemelha a um centro kardecista (lembra quando eu falei para lembrar que o encontro deles foi em Paris? A França é a terra natal de Alan Kardec), que o ensina a fazer uma viagem astral.

Depois disso, você encontra elementos não só mitológicos, como kardecistas, cristãos (nos últimos capítulos, passagens do Apocalipse são citados para ilustrar ações) e um pouco de cultura japonesa com Masamune. Além disso, como a batalha principal se dá no Sonhar a presença de dragões, elfos, feiticeiras e uma variedade extensa de guerreiros, lutando lado a lado com anjos e demônios, incluindo nesses o Arcanjo Gabriel na sua eterna luta com Lúcifer e as hordas do Inferno liderada por Baalzebu, Abadom e o Senhor das Moscas.

 No mundo dos sonhos, quando Allejo questiona porque ele é tão importante para a luta, a explicação vem da teoria de reencarnações que no seu caso remonta ao tempos de Cristo (nessa parte, o livro me pregou um belo susto!)e a filosofia da dualidade do ser humano de Descartes e Lock.
E aí fiquei me perguntando, se esse livro seria incômodo a quem segue alguma religião, pois tratar dogmas como fantasia...ou se o livro não seria qualificado como fantasia, mas como leitura espiritual, chegando a auto-ajuda com elementos fantasiosos.

Sobre a escrita, a repetição de descrição de alguns dos personagens e o uso de pseudônimos me incomodaram um pouco Quando ele fala por exemplo, do dragão montado por Phobetor na batalha, ele repete em várias trecho que se tratava de uma forma pensamento criada pelos pesadelos humanos; já em outros trechos, ele chama Morpheus de o caçula, e Phantasos de O primogênito e daí você ficar lembrando da ordem de nascimento de cada um é  complicado. Fora alguns errinhos de grafia (eu peguei acesso com um só s, que se transformou em aceso) e alguns erros de pontuação, porém, eu já li por aí que a revisão da LeYa não é boa, o que não é culpa do autor. Como esse é o primeiro livro da Editora que leio, não posso condená-los de todos, erros acontecem.

Eu falaria mais sobre o livro, mas o medo de contar mais do que já contei é imenso, e respondendo a pergunta sobre o que eu achei:  A história é boa, a pesquisa foi interessante e fora alguns fatores irritantes eu gostei  e recomendo, se essa misturada toda, não te enjoar.

" Tu inspiraste Rowling e foi nas terras de Morpheus que se moldou Hogwarts. Tu inspiraste Tolkien e foi nas terras de Phantasos que se anexaram as extensões da Terra Média. Tu inspirastes Lovecraft e em minhas terras se ficou Miskatonic. Então eu te pergunto com sinceridade, anjo: Até onde vai tua vontade de ser coadjuvante em um mundo de formas e pensamentos?"

Avaliação 3/5


Resenha: As Crônicas de Nárnia - C. S. Lewis

Resenhista: Nilzete
Tema: Fantasia



Título Original: The Complete Chronicles of Narnia
Traduҫão: Paulo Mendes Campos e Silêda Steuernagel
Editora: Martins Fontes
Publicaҫão: 2009
Páginas: 751

Viagens ao fim do mundo, criaturas fantásticas e batalhas épicas entre o bem e o mal - o que mais um leitor poderia querer de um livro? O livro que tem tudo isso é O leão, a feiticeira e o guarda-roupa, escrito em 1949 por Clive Staples Lewis. Mas Lewis não parou por aí, seis outros livros vieram depois e, juntos, ficaram conhecidos como As crônicas de Nárnia. Nos últimos cinquenta anos, As crônicas de Nárniatranscenderam o gênero da fantasia para se tornar parte do cânone da literatura clássica. Cada um dos sete livros é uma obra-prima, atraindo o leitor para um mundo em que a magia encontra a realidade, e o resultado é um mundo ficcional que tem fascinado gerações. Esta edição apresenta todas as sete crônicas integralmente, num único volume magnífico. Os livros são apresentados de acordo com a ordem de preferência de Lewis, cada capítulo com uma ilustração do artista original, Pauline Baynes. Enganosamente simples e direta, As crônicas de Nárnia continuam cativando os leitores com aventuras, personagens e fatos que falam a pessoas de todas as idades, mesmo cinquenta anos após terem sido publicadas pela primeira vez.

Apesar de ser um livro feito para criança/adolescentes, foi um livro que me agradou demais. Mesmo odiando ler crônicas, gostei de cada uma das histórias criadas pelo autor para entreter seus filhos.
As histórias são independentes porém, de alguma maneira, acabam se interligando, seja na referência a alguns personagens ou acontecimentos passados.
Uma coisa que eu achei bem interessante é que, em todas as sete histórias, tem sempre algum tipo de viagem, seja através do guarda-roupa, de anéis mágicos, pelo quadro de um barco navegando, ou pelo sopro de um leão. Sim, são viagens bem criativas.

“O que aqui se conta aconteceu há muitos anos, quando vovô ainda era menino. É uma história da maior importância, pois explica como comeҫaramas idas e vindas entre o nosso mundo e a terra de Nárnia.”
Página 11

Aslam é o leão que fala e ele é, pelo menos, citado em todas as histórias. Os quatro irmãos, personagens principais de O Leão, a Feiticeira e o guarda-roupa (a segunda história) vão aparecendo em outras histórias também. Aliás, essa foi minha história preferida.
É interessante conhecer histórias escritas há 65 anos atrás e ver como, quando uma história é boa de verdade, parece que o tempo não é nada. Esse é o tipo de leitura que auqler criança, adolescente ou adulto deve fazer. A imaginação do autor foi maravilhosa. Se hoje em dia temos tantos livros distópicos, criando um mundo fictício, ou livros cheios de seres fantásticos, naquela época, C. S. Lewis, com certeza foi inovador.
Pra quem não quer ler o livro todo de uma vez, pode ir lendo as histórias por partes. Mesmo porque, sendo elas independentes, você não vai ficar perdido ao passar para a próxima leitura. Mas a dica é ler na ordem da preferência do autor mesmo.
O livro é grande, mas cada página vale ser lida.
Com certeza, esse será um livro que manterei comigo para, sempre que tiver vontade, ir relendo as histórias calmamente.
Mais do que indicado. Leitura necessária!

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Resenha: A Sexta Mulher - Suzannah Dunn

Resenhista: Lynnë
Tema: Romance Histórico



Esperava algo totalmente diferente pela sinopse e título. A primeira vez que me deparei com este livro foi quando procurava algo sobre a corte dos Tudor, em especial sobre as mulheres da vida de Henrique. Havia lido sobre Catarina de Aragão, Ana Bolena, Jane Seymour, Ane de Clèves e Catherine Howard, mas nada sobre Catherine Parr, aquela que sobreviveu aos anos finais da vida de um dos reis mais insanos e implacáveis que a Europa teve o desprazer de conhecer.

Não que seja ruim. Mas eu esperava uma narrativa em primeira pessoa, ou em parte ao menos dessa personagem. O que acontece no lugar é o ponto de vista da amiga Catherine 'Cathy' Suffolk. A duquesa que era sua amiga de infância segundo alguns e segundo o livro, que foi contra, desde o início às decisões que levaram Parr a morrer em decorrência do parto. 

Não gostei de a autora retratar essa mulher tão cheia de atitude, que apesar do medo que qualquer uma teria ao ser indiciada a ser Rainha da Inglaterra ao lado de Henrique VIII, deu a cara a tapa e foi em frente, se tornando uma das rainhas mais queridas pelo povo e ganhando o respeito da corte, dos enteados e principalmente do próprio rei. Até Mary, que apesar de abertamente condenar esse casamento como todos os outros além do primeiro, a suportava. Dentre todas as rainhas essa foi a menos insultada pela futura Bloody Mary.

Achei muito interessante ela ter colocado a duquesa e Thomas Seymour como amantes. É uma boa explicação para a tensão que se diz ter havido entre as duas mulheres, que a amizade era na verdade um coleguismo. Faz sentido já que tinham ficado tanto tempo longe uma da outra e retornaram a amizade com o escandaloso casamento de Parr e Seymour. Para mim seria como: 'Mantenha os amigos por perto e os inimigos mais perto ainda.' Acredito que Cate Parr estava realmente apaixonada por Thomas desde sempre, e que eles planejavam se casar quando ela recebeu a notícia que seria rainha. Ninguém em sã consciência negaria algo à Henrique VIII. 

Portanto, por mais escandaloso que possa parecer talvez tenha sido mesmo um chute no balde, a sensata e experiente mulher, esperou apenas um mês para se casar com Thomas. Ainda mais se ele realmente andava dando aqueles foras de cortejar Elizabeth. Casou por amor, cometendo assim o maior erro de sua vida. Dunn retrata os últimos momentos de vida de Parr de forma bem interessante. Achei crível ela ter tido tanta lucidez (mesmo que encarada como delirante), alguém com tanta força e inteligência como ela iria querer expurgar tudo que guardava dentro de si como uma perfeita dama inglesa. 

Em resumo, é um bom livro em termos gerais. Retrata mais a situação familiar e pessoal que toda a tensão política que estava em voga. A própria Elizabeth foi retratada como uma adolescente frívola, o que me incomodou. Já a pequena Gray me deixou encucada, gostaria de saber mais sobre essa garota que foi rainha por 9 dias e que aos 10 anos já era mais eloquente que muitos dos adultos de sua época. Seu infortúnio foi estar no caminho de Bloody Mary.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Resenha: O Hobbit - J. R. R. Tolkien

Resenhista: Milena
Tema: Fantasia


Bilbo o Bolseiro sempre foi um hobbit tranquilo vivendo na sua toca, até que um dia um mago chamado Gandalf aparece em sua toca e tudo muda ( musiquinha de suspense). Continuando, ele vai embora, mas não antes de marcar a porta de Bilbo. Mais tarde nesse dia aparecem 13 anões em sua toca, Thorin, Balin, Dawin, Dori, Nori, Ori, Oin, Gloin, Bifur, Bofur, Bombur, Fili e Kili e o mago Gandalf. O motivo para essa reunião é que os anões estão se preparando para uma missão para recuperar o ouro que outrora pertencia a família de Thorin, mas para isso eles teriam que matar o dragão Smalg e tinham que chegar até lá, o que também não é fácil e Gandalf indicou Bilbo como um ótimo ladrão que os ajudaria na missão ( não que Bilbo seja do tipo aventureiro), Bilbo não gosta da ideia mas ele vai junto. E ai começa a aventura, eles encontram trolls, elfos, águias, orcs, aranhas, mais anões ( não exatamente nessa ordem) e é claro o tão precioso anel, mas é só o Bilbo que acha mesmo. Sinceramente a parte que ele encontra o Gollum é uma das minhas preferidas, é emocionante quando os dois ficam fazendo aquelas charadas! ( não que eu tenha conseguido acertar alguma). 

É um livro bem legal e tem um mapa, livros com mapas são muito legais, simples assim. Não gostei muito dos anões, eles só sabiam reclamar do Bilbo mas eles tinham o Bombur também e ele na maioria das vezes só atrapalhava. Nada contra os anões, mas tinha hora que irritava. Enfim, é um livro cheio de aventuras e canções ( muitas canções) e tem um dragão! Eu sei bem legal né.

Ps: eu coloquei essa foto porque é igual a que eu li

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Resenha: Animais Fantásticos & Onde Habitam - Newt Scamander (J. K. Rowling)

Resenhista: Mariana
Tema: Fantasia




Ai, como eu AMO os livros complementares de Harry Potter! Além desse, existe “Quadribol Através dos Séculos” e “Os Contos de Beedle, o Bardo”, ♥! Eu comprei os três por apenas R$19,90 em uma promoção do Submarino, no final de 2012. Os livros são curtinhos, até já tinha lido “Os Contos de Beedle, o Bardo” anteriormente – livro este que é por várias vezes citado nos últimos livros da saga de Harry Potter. É difícil dizer que uma série acabou. Então, para eu ter a sensação de que ela se estendeu um pouquinho mais, li “Quadribol Através dos Séculos” em janeiro de 2013 e deixei “Animais Fantásticos & Onde Habitam” para agora. É uma sensação ilusória, mas me fez muito bem só ler em 2014, porque eu relembrei algumas cenas da saga, senti o humor dos personagens… é uma busca pela sensação de nostalgia, que eu tanto amo!

“Animais Fantásticos & Onde Habitam”, é escrito por Newt Scamander. No livro, numa pequena biografia que existe sobre o autor, descobrimos que após se formar em Hogwarts, Scamander começou a trabalhar no Departamento para Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas do Ministério da Magia. Logo, nada melhor do que alguém que desde os primórdios tem interesse e trabalha na área para nos contar sobre os animais fantásticos.

O livro é composto por duas partes principais. A introdução, que aborda questões como “o que é um animal?” – sim, isso gera tanto pano para a manga como as dicotomias de Sausurre – e uma “breve história” sobre o tema. Após essa parte, existe um glossário com os animais fantásticos, no qual são expostas as características deles, como é a relação entre os bruxos e/ou trouxas e assim por diante.

As partes que eu mais gostei foi o prefácio, que é escrito nada mais, nada menos que por Alvo Dumbledore. Eu acho muito interessante essa brincadeira que existe entre o “mundo real” e o “mundo fantástico”, que pode ser vista no trecho a seguir:

“Esta edição, porém, tem um objetivo mais elevado do que a instrução da comunidade bruxa. Pela primeira vez na história da nobre editora Obscurus, um dos seus títulos será oferecido à venda para trouxas.” p. 7

Além disso, essa edição é uma duplicata da edição usada pelo o Harry, o Ron e pela Hermione. A edição contém ótimas e divertidas notas escritas à mão por eles, e eu gostei muito disso! Principalmente porque os animais fantásticos com os melhores comentários são os que ficaram na memória de todo fã, como, por exemplo, a Acromâtula, o Basilísco e o Hipogrifo.

Mais um fato é que ao comprar o livro, toda a renda obtida é revertida ao “fundo aberto em nome de Harry Potter pela Comic Relif U. K. e por J. K. Rowling. Esse fundo foi criado para ajudar crianças necessitadas ao redor do mundo”. Além de ter uma ótima leitura, é bom saber estamos contribuindo para um futuro melhor dessas crianças.

Por fim, esse é um livro que recomendo para todo o fã da saga, e como já disse, ao comprá-lo, estará contribuindo para o fundo da Comic Relif!

Resenha: A Companhia Negra - Glen Cook

Resenhista: Bruna
Tema: Fantasia


"A Companhia Negra é um grupo de mercenários com uma história que remonta a séculos. Numa tentativa de reviver o passado de glórias, ela se une ao exército da Dama, uma feiticeira de poder inigualável que acordou de um sono de eras para reconquistar tudo que perdeu. A Companhia se vê envolvida, então, em muito mais do que campanhas militares: ela precisa sobreviver aos conflitos extremamente traiçoeiros entre os servos da Dama. Num mundo onde a magia está presente em cada esquina, toda rua esconde segredos maravilhosos... e perigos mortais. Clássico da literatura fantástica americana, A Companhia Negra foi publicado originalmente na década de 1980."

O gênero fantasia se divide em diversos subgêneros, e a dark fantasy é um dos menos conhecidos e explorados no Brasil. Porém, nos EUA já surgiram diversos autores aclamados que constroem uma fantasia mais cruel que a realidade, entre eles, temos Glen Cook.

No primeiro livro da série “As Crônicas da Companhia Negra”, Glen Cook nos apresenta um mundo repleto de magia, onde poderes ocultos espreitam nas sombras e a morte pode estar esperando na próxima curva.
A história pode parecer um tanto confusa no início, principalmente até nos acostumarmos com o ambiente, os nomes e personagens, mas quando se tem em mente esses detalhes, o leitor é levado a mergulha num universo negro, político e, quem diria, atual.
Nosso narrador, Chagas, descreve aquilo que vê, e é através de seus olhos que descobrimos como um mundo fantástico pode ser cruel com seus personagens. Este é um mundo baseado em tons de cinza, apesar de no começo ser sugerido que há uma clara delimitação entre o bem e o mal, no decorrer da trama percebemos que a linha que separa heróis e vilões é tênue. Este limite não é condicionado pelo lado a que servem, mas acaba por basear-se mais nas atitudes que são tomadas no campo de batalha.
Esse aspecto da trama leva o leitor a ser surpreendido com as reviravoltas e descobertas de nosso narrador, principalmente quando o jogo de intenções começa a ser desvelado diante de seus olhos, e percebemos que a sobrevivência da Companhia Negra se torna a ordem do dia.
Narrativamente, a trama é apresentada em forma de compêndio militar, sucinto em seus fatos, mas talhado com as reflexões de Chagas e sua caracterização mais humana de seus companheiros. Não há aqui fantasia suficiente para nos fazer esquecer que toda guerra traz seu horror, e este horror transforma as pessoas envolvidas. A síntese disso é representada pelos membros mais antigos da Companhia, que possuem vícios, desejos, medos e intenções obscuras, mas que não se deixam de apoiar nos momentos mais difíceis.
Algumas das principais críticas relacionadas ao livro como um todo são os personagens que parecem rasos ou sem desenvolvimento. Porém, não é que o autor não saiba ou não queira desenvolver seus personagens, mas sim que a ideia usada pelo autor é justamente nos fazer refletir o quão bem conhecemos as pessoas em nosso redor? Temos um grupo de mercenários, que apesar de conviver a algum tempo juntos, ainda mantém segredos de seus companheiros. É algo intencional que proporciona a trama um maior senso de realidade.
Porém, há neste estilo saltos temporais que deixam a leitura confusa em alguns pontos e podem desanimar os menos envolvidos pela história. Nestes saltos temporais que a trama aborda é preciso uma atenção redobrada aos detalhes apresentados pelo narrador, o que torna a leitura maçante quando comparada com trechos altamente claros e objetivos da história, prejudicando o ritmo geral.
Mesmo com esse defeito, o livro em si é intenso e complexo. Por isso, ao iniciar a leitura, o leitor deve ter em mente que não é uma fantasia fácil de ser compreendida, pelo contrário, é preciso ler e refletir, adentrar de certa forma neste universo que se possa sentir os desafios diários de um grupo de mercenários que lida com a morte e destruição diariamente, e ainda assim, não perdem o bom humor. Ok, eles perdem, mas fazer o quê? São simplesmente humanos num mundo cruel, afinal de contas.

Resenha: Os Olhos do Dragão - Stephen King

Resenhista: Michelle
Tema: Fantasia


A história de passa no Reino de Delain, onde o rei Rolando, o Bom, vive com seus dois filhos: Pedro, o mais velho, bonito, bondoso, inteligente e preferido do pai; e Tomás, o tristonho, confuso e solitário filho mais novo, cuja única habilidade era o manejo do arco e flecha e que, com razão, morria de ciúme do irmão. Quando Rolando morre, a cerimônia de coroação de Pedro já estava em andamento, mas algo inacreditável acontece: o príncipe herdeiro é acusado de ter assassinado o próprio pai e, num julgamento precipitado para evitar rebeliões populares, é condenado a passar o resto dos seus dias preso na torre mais alta e distante do castelo. Será que Pedro tinha um lado maligno que finalmente veio à tona? Ou será que foi uma armação? Quem teria interesse em afastar o primogênito do trono?

Começo dizendo que não tenho o hábito de ler histórias fantásticas. Não sei direito o motivo, só que feiticeiras, magos, dragões, fadas e companhia não me atraem. Me sinto mais à vontade com os dilemas da realidade. Então, quando precisei escolher um livro de fantasia para o Desafio Diversidade Literária 2014, fiquei perdida. Como meu objetivo é usar livros que já tenho em casa, comecei a revirar tudo, a fim de achar algo que se encaixasse. Já estava perdendo as esperanças quando alguém sugeriu no grupo "Os Olhos do Dragão", uma aventura de Stephen King por terras cheias de magia. Achei que era uma ótima oportunidade para ler algo de um tema que não costumo ler, usar um livro da estante e, de quebra, conhecer uma nova faceta do Sr. King.

O que ficou claro para mim é que, seja em histórias de terror, nos dramas ou na literatura fantástica, King não decepciona. O texto fluiu fácil e conseguiu me transportar para o mundo medieval sem dificuldade. O tempo todo eu tinha a impressão de estar vendo um filme da Sessão da Tarde. Bem tranquilo mesmo. O diferencial fica a cargo da ironia que permeia o texto e do narrador que se dirige diretamente ao leitor.

A história, no entanto, não é lá muito inovadora e fala sobre o amor e ódio entre irmãos. Tendo um que se destaca em tudo o que faz e que é amado por todos, obviamente também existe outro que vive à sombra do talentoso e, por isso, se ressente. Quando tem a oportunidade de ficar sob os holofotes, Tomás não pensa duas vezes, mesmo sabendo que seu irmão está sendo condenado injustamente. Durante todo o tempo que Pedro luta para provar sua inocência, Tomás sente o peso da responsabilidade e se remói por não ter feito nada para ajudar o irmão, mas, ainda assim, não toma uma atitude para mudar a situação.

A demonstração de lealdade, no entanto, vem daqueles com os quais não há ligação de sangue, mas que, muitas vezes, são mais próximos que os familiares. Com o auxílio de amigos fiéis, Pedro consegue elaborar um arriscado plano de fuga para enfim assumir a coroa que lhe pertence e para resgatar da miséria e exploração o povo de seu reino.

“De repente, compreendeu a que Flagg aludira ao dizer que ele, Tomás, veria o pai através dos olhos do maior troféu de Rolando. Ele estava olhando o pai de um pouco mais que meia altura da parede oeste... e era ali que estava pendurada a maior de todas as cabeças – a de Niner, o dragão do pai.”

“Os Olhos do Dragão” foi uma leitura muito gostosa, mas nada que possa ser considerado sensacional. Apenas um bom passatempo.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Resenha: O Mágico de Oz - L. Frank Baum

Resenhista: Manuela
Tema: Fantasia


Ou, sobre a belíssima forma de L. Frank Baum escrever livros.
“E então uma coisa muito estranha aconteceu. A casa rodopiou duas ou três vezes e começou a levantar voo devagar. Dorothy teve a sensação de que subia no ar a bordo de um balão.”
Lembro ter assistido ao filme “O Mágico de Oz” ainda muito pequenininha e Dorothy sempre esteve no meu imaginário. O escolhi para iniciar o ano e foi uma delícia devorá-lo. A estrada de tijolos amarlelos sempre me veio como referência de algo que vivi, ainda que nunca o tenha feito efetivamente.
Intencionalmente construído para crianças, considerando que seu autor iniciou as escritas infantis justamente por contar muito bem histórias aos filhos pequenos, penso que este é um livro pertinente a qualquer idade. Ele é simples, leve e trata de questões morais com tamanho cuidado que é difícil não se apaixonar por cada um de seus personagens. Somos, talvez, todos nós um pouco de espantalho, lenhador de lata, leão covarde, Dorothy e até mesmo Totó – Por quê não?
Somos todos um pouco Oz, personagem que dá nome ao livro, e que, talvez, passe a melhor e maior das lições: nem tudo é como achamos.
E existem máscaras.
O livro conta a história de Dorothy, uma menina que vive com os tios no mesmo Kansas dos Kent (super-homem e adjacentes),  um local seco e sem cor, aparentemente maltratado. É quando algo fantástico acontece – um pássaro? um avião? não, um furacão mesmo. A casa onde se encontrava Dorothy e Totó é içada ao ar  e hora (minutos, segundos?) depois a pequena se encontra em um lugar maravilhoso repleto de criaturas fantásticas. O mesmo lugar onde ela constrói amigos que talvez leve para toda sua vida. Ainda que apenas no santuário das memórias.
Mas do que isso é me permitir spoiler, o que de fato não cabe. É uma história doce demais para contar os seus meandros. E, sim, vale muito a pena.
Um adendo: Tem a beleza da edição luxo da Zahar, super em conta, capa dura e folhas delicadas. E eu não ganho nada com isso…

Resenha: A História Sem Fim - Michael Ende

Resenhista: Fernanda Yano
Tema: Fantasia


Eu conheci “A História sem Fim” pelo filme e sempre tive muita vontade de ler o livro, pois marcou minha infância.


O livro conta a história de Bastian, um menino desajeitado que sofre bullying na escola e não tem um bom relacionamento com o pai. Um dia correndo de alguns garotos da escola, Bastian entra em uma velha livraria e lá encontra o dono lendo um livro curioso, “A História sem Fim”. Sem ao menos saber o por quê de tanta vontade, Bastian rouba o livro e foge.



Escondido no sótão da escola, Bastian começa sua leitura e aos poucos se vê envolvido com os personagens da história assim como os habitantes de Fantasia começam a sentir sua presença, até que em dado momento essas duas realidades começam a se misturar. A partir daí, a aventura começa.



O livro tem uma particularidade é todo escrito em duas cores – cobre para a realidade de Bastian e verde para a narrativa de Fantasia. É dividido em 26 capítulos e cada um começa com uma letra seguindo a ordem do alfabeto. Outra característica é a presença de várias histórias dentro da história, onde o autor convida o leitor a dar asas a imaginação.



A História sem fim é uma fantasia para adultos e crianças. É uma história linda, que traz o valor de uma amizade, a capacidade de acreditar em si próprio, o orgulho, a magia dos sonhos e o poder de amar. Um livro tocante, uma história que deve ser lida por todos.



“Fantasia é a história sem fim escrita num livro de capa cor-de-cobre que estava no sótão de um colégio. Agora, ele está na sua mão”.