sábado, 8 de fevereiro de 2014

Resenha: O Hobbit - J.R.R. Tolkien

Resenhista: Marília
Tema: Fantasia


Bilbo Bolseiro é um hobbit que vive em sua toca hobbit tranquilamente acomodado com a ideia de ser um hobbit, o que significa justamente não ter nenhuma grande aventura na vida. Geralmente faz seu desjejum duas vezes ao dia, antes do almoço, e por isso tem a barriga saliente característica de seu povo.


Um dia, o mago Gandalf aparece em sua toca e o convida para uma aventura e, por algum motivo (seu lado Tûk falando mais alto), ele aceitou acompanhar 12 anões e o mago em uma viagem até a Montanha Solitária, deixando para trás o seu usual comodismo, sua toca confortável e seus dois desjejuns ao dia. “Bilbo se lembraria deles muitas vezes ainda”.

Partiram em nessa viagem cheia de aventuras com o intuito de resgatar o tesouro dos anões, que se encontrava no interior da montanha solitária, guardado pelo temível e avarento dragão Smaug, e também reconstruir a cidade de Valle, que foi destruída pelo dragão.

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Comecei a ler O hobbit com um preconceito. Por ser meu primeiro livro de Tolkien e por já ter lido e ouvido sobre ele antes (coisas que leitores mais preguiçosos disseram e escreveram), já iniciei a leitura esperando que fosse morrer de tédio antes que o autor terminasse de descrever um musgo que por ventura estivesse sobre uma pedra sem importância à beira do caminho em que o hobbit estivesse caminhando. 

Mas, que grata surpresa eu tive ao descobrir que, sim Tolkien gosta de descrever, e, sim, eu adorei isso! De modo algum a leitura é cansativa, muito pelo contrário, é leve e descontraída, e quando se vê já se foram muitas páginas (aparentemente foi escrita para crianças). Posso dizer que foi uma grande aventura, e não apenas para Bilbo Bolseiro, mas também para mim.

Gostei muito das lições de amizade, honra e altruísmo transmitidas por Tolkien. E, apesar de o único dragão da estória ser justamente o vilão e a imagem da avareza (o que uma fã de Saphira + Eragon ainda não engoliu), gostei muito de ele ter aparecido para que eu pudesse conhecer os dragões criados por Tolkien, apesar ainda de preferir os dragões sábios e de bom caráter, claro (desculpa aí).


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