sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Resenha: A Terra de Oz - L. Frank Baum

Resenhista: Dea
Tema: Fantasia



Sendo uma narrativa de novas aventuras do Espantalho e do Lenhador-de-lata, assim como das estranhas experiências do Enormemente Ampliado Besourão, de Janjão Cabeça-de-abóbora, do Cavalo-de-pau e do Gamo, este livro  é uma continuação de O Mágico de Oz.

A TERRA DE DE OZ

Sobre o primeiro livro: "O Mágico de Oz"

Este é o segundo livro - são 14 (catorze) livros do Autor falando sobre Oz!

A aventura começa com Tip, um garoto que foi criado por uma Feiticeira chamada Mombi. De início não sabe-se o motivo nem como ele foi parar, desde pequenino, nas mãos de Mombi. E é claro: ele não gosta dela.
Neste livro não fala sobre o leão Covarde, mesmo porque ele agora é o Rei da Floresta, mas conta sobre o que aconteceu com o Espantalho e o Lenhador-de-lata.
Uma moça chamada Jinjur, juntamente com 400 jovens guerreiras, tomam o trono do Espantalho, Rei da Cidade das Esmeraldas. Daí o Espantalho busca a ajuda do Imperador Lenhado-de-lata.
Tip é o criador Janjão Cabeça-de-abóbora (que o chama de pai), do Cavalo-de-pau e do Gamo, e juntamente com o Sr. E.A. Besourão S.E., o Espantalho e o Lenhador-de-lata, partem em busca de Glinda, a Bruxa boa, para que o espantalho retome seu reino.

Lendo assim, parece bobo? Não é. É uma aventura gostosa, dessas que te prendem do começo ao fim, assim como no primeiro livro.

Vale dizer que o terceiro livro é "Ozma de Oz", e, para entender/saber o que é "Ozma de Oz", você tem que ler "A Terra de Oz"!

Recomendadíssimo!

Eis aqui uma frase do Espantalho:
(...) Considero que a inteligência é, sob todos os aspectos, muito superior ao dinheiro. Vocês já devem ter observado que, se alguém tem dinheiro mas não tem cérebro, não sabe usá-lo em seu proveito, mas, se alguém tem cérebro mas não tem dinheiro, encontrará, de algum modo, um meio de viver confortavelmente até o fim de sua vida.

Sábias palavras para um Espantalho, não?!
Depois da publicação de O Mágico de Oz, passei a receber cartas de crianças, falando do prazer que sentiram ao ler essa história, e pedindo-me que "escrevesse mais alguma coisa" sobre o Espantalho e o Lenhador-de-lata. A princípio acreditei que essas cartinhas, por francas e espontâneas que fossem, não tinham outro sentido senão o de lindos cumprimentos. mas as cartas não pararam de chegar nos meses e até anos que se seguiram.

Por fim prometi a uma menininha, que fez uma longa viagem para me conhecer e apresentar-me, pessoalmente, o seu pedido - e que, por curiosa coincidência, também se chamava Dorothy -, que eu escreveria um outro livro sobre esses dois personagens.

Das duas, uma: ou a menininha Dorothy era uma fada disfarçada que fez valer o encantamento de sua varinha de condão, ou o êxito de O Mágico de Oz conquistou novos admiradores, pois, em pouco tempo eu já havia recebido as mil cartas que exigira. E muitas outras se seguiram.

Agora, desculpando-me pela demora, cumpro a minha promessa com o lançamento de A Terra de Oz.

L. Frank Baum

Chicago, junho de 1904.

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