segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Resenha: O Mágico de Oz - L. Frank Baum

Resenhista: Manuela
Tema: Fantasia


Ou, sobre a belíssima forma de L. Frank Baum escrever livros.
“E então uma coisa muito estranha aconteceu. A casa rodopiou duas ou três vezes e começou a levantar voo devagar. Dorothy teve a sensação de que subia no ar a bordo de um balão.”
Lembro ter assistido ao filme “O Mágico de Oz” ainda muito pequenininha e Dorothy sempre esteve no meu imaginário. O escolhi para iniciar o ano e foi uma delícia devorá-lo. A estrada de tijolos amarlelos sempre me veio como referência de algo que vivi, ainda que nunca o tenha feito efetivamente.
Intencionalmente construído para crianças, considerando que seu autor iniciou as escritas infantis justamente por contar muito bem histórias aos filhos pequenos, penso que este é um livro pertinente a qualquer idade. Ele é simples, leve e trata de questões morais com tamanho cuidado que é difícil não se apaixonar por cada um de seus personagens. Somos, talvez, todos nós um pouco de espantalho, lenhador de lata, leão covarde, Dorothy e até mesmo Totó – Por quê não?
Somos todos um pouco Oz, personagem que dá nome ao livro, e que, talvez, passe a melhor e maior das lições: nem tudo é como achamos.
E existem máscaras.
O livro conta a história de Dorothy, uma menina que vive com os tios no mesmo Kansas dos Kent (super-homem e adjacentes),  um local seco e sem cor, aparentemente maltratado. É quando algo fantástico acontece – um pássaro? um avião? não, um furacão mesmo. A casa onde se encontrava Dorothy e Totó é içada ao ar  e hora (minutos, segundos?) depois a pequena se encontra em um lugar maravilhoso repleto de criaturas fantásticas. O mesmo lugar onde ela constrói amigos que talvez leve para toda sua vida. Ainda que apenas no santuário das memórias.
Mas do que isso é me permitir spoiler, o que de fato não cabe. É uma história doce demais para contar os seus meandros. E, sim, vale muito a pena.
Um adendo: Tem a beleza da edição luxo da Zahar, super em conta, capa dura e folhas delicadas. E eu não ganho nada com isso…

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